A morte não existe
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A morte não existe

A morte não existe. O título é uma pergunta simples e possui uma resposta óbvia. A morte existe? Sim, a morte existe.

Mas a resposta é tão óbvia que talvez fisgue alguns pela curiosidade. E sinceramente, essa curiosidade faz todo sentido.

Pois a resposta é simples mas o tema é complexo. Tão complexo que vamos dividi-lo em três partes.

Primeiro veremos a morte pelo ponto de vista do ego, depois pelo ponto de vista espiritual e por último, tentaremos ver a morte em um sentido universal, pelo ponto de vista Divino.

A morte e o Ego

A melhor definição de morte que conheço é do humorista Chico Anysio. Ele falava: “a morte é uma pena”.

E realmente, do ponto de vista do ego, a morte é uma pena. Por quê?

Porque quando nascemos criamos um personagem. E esse personagem, o Tibério, a Maria ou o João, interage com outras pessoas, cria uma história, acumula conhecimentos, estabelece relações e um dia vai embora.

É uma pena.

Mas esse personagem e essa história que criamos desde que nascemos nos leva a um segundo ponto.

Sem a morte, nada disso existiria.

Pois, não existe vida se não temos a noção da morte.

A morte é que dá sentido para a vida. A morte faz com que realizemos coisas. A morte faz com que a gente dê valor à vida.

Carlos Castañeda falava que sempre que tivermos com uma questão difícil ou um momento em que precisamos decidir entre duas coisas, devemos colocar as mãos no coração e perguntar: “o que isso vai representar no momento da minha morte?”

Se percebermos que representará muito é porque vale muito, mas se não representar nada é porque já não vale nada desde agora.

Então, a morte é o grande sentido da vida, pelo menos aqui na terceira dimensão para o ego.

Se fossemos eternos, quanto cada minuto de vida valeria?

Com certeza não tanto quanto vale quando eles são um número limitado.

Inclusive essa é uma percepção óbvia que passa despercebida por muitos de nós. Nosso corpo não é eterno. Não vamos durar para sempre aqui.

Imagine que está com uma doença terminal, com expectativa de somente mais um mês de vida.

Quanto passa a valer uma semana de vida?

Quanto passa a valer um dia de vida?

Quanto passa a valer cada minuto?

Não quero soar trágico, mas não sabemos quanto tempo de vida nos resta.

Não sabemos qual é o nosso último minuto aqui, qual é nossa última refeição, nosso último tudo.

A morte valoriza a vida.

Alias, quanto mais profundidade temos a respeito da morte, quanto mais claro nosso número limitado de minutos está em nossa mente, mais valorizamos a vida.

Quando não fugimos da realidade de que a qualquer momento esse teatro que vivemos, essas pessoas com quem nos relacionamos, essa vida que temos, acabarão, mais cada minuto passa a ser sagrado e a ter um significado maior.

“Amanhã vou dizer para minha mãe que a amo.”

Será que o amanhã vai existir?

“Ano que vem vou fazer aquela viagem que tanto quero.”

Será que o ano que vem vai chegar?

Damos o amanhã como certo, mas para o ego ele é sempre uma suposição.

A única certeza que temos, como ego na terceira dimensão, é que a morte existe e chegará.

Tudo que falarmos sobre a vida, dimensões, Deus, espiritualidade, qualquer coisa, tudo ficará no campo da hipótese e abrirá infinitas margens para interpretações pessoais, mas a morte não.

A morte é uma certeza para todos.

Vai chegar o dia em que vamos partir.

Então, quanto significa o dia de hoje?

Quanto significa abraçar a pessoa que amamos hoje?

Quanto significa realizar um profundo desejo hoje?

Quanto significa ser feliz hoje?

Não sei se há maior decepção do que esperar a velhice para finalmente realizar algo que desejamos ou para só então nos permitirmos ser felizes.

Quando fazemos isso estamos ignorando que cada segundo da nossa vida é um momento sagrado e não sabemos se teremos o próximo.

Tudo isso falando do ponto de vista do ego. Nós observando a morte estando encarnados no corpo físico.

A morte é triste?

É triste.

Perder alguém que a gente ama é triste?

Muito triste.

Precisamos passar por um período de luto?

Precisamos.

Mas se pararmos para pensar, quantas vezes já não morremos na vida?

Morremos quando passamos da infância para a adolescência, da adolescência para a vida adulta e assim por diante.

Cada mudança de fase traz consigo uma morte, uma ruptura, seja de uma visão, de possibilidades, de locais, de amizades, de circunstâncias ou de prioridades.

Por isso pergunto, quantas mortes já tivemos em vida?

Pessoalmente já morri umas quatro vezes. Quatro vezes tive que me reinventar totalmente, que renascer no que eu era e mudar minha postura, mudar minha visão de mundo e me readaptar.

Então, existe a morte física em que nossa consciência se libera permanentemente do corpo físico, mas também existe uma série de mortes que passamos durante nossa vida que são mais circunstanciais e difíceis de delimitar.

Mas quando pensamos em todos esses ciclos encerrados e reiniciados, podemos expandir a percepção da morte não como um fim, mas como uma mudança de realidade. Assim como a vida.

A vida é mudança. Pois tudo na vida muda o tempo todo. A existência está em eterna mutação.

Podemos citar aquele ensinamento budista que diz que uma pessoa nunca atravessa o mesmo rio duas vezes, pois nem ela nem o rio serão os mesmos.

A vida também nunca é a mesma.

Um segundo atrás nunca será igual ao segundo seguinte, que nunca será igual a algum segundo de amanhã e nem nenhum da eternidade.

E a morte vem com o desafio para nós, como ego e como consciência, de aceitarmos as mudanças constantes.

Nossa vida muda o tempo todo, nossos círculos de amizade, nossos trabalhos, nossa família. E a morte é o grande agente de mudança de uma realidade para outra.

E na outra realidade também haverá uma morte para uma outra realidade.

Vamos constantemente morrendo e renascendo, como uma fênix.

Por que a morte significa o quê?

Que absorvemos pacotes de informações o máximo que podíamos de alguma situação.

Esses pacotes de informações vão entrando em nossa consciência e fazendo parte de quem somos, até que “limpamos” essa consciência e nos preparamos para um novo renascimento.

E assim vamos expandindo nossa consciência.

Novamente falo, a morte é triste para o ego.

Também já perdi pessoas que amava e até hoje tenho saudades delas.

É como um amigo muito amado e próximo que decide se mudar para o Japão. Nós sabemos que depois da partida dele será muito difícil haver um reencontro.

Então fica a dor, a falta, aquele vazio. Depois de um tempo vem o conformismo, a aceitação que ele seguiu seu próprio caminho.

Quando a aceitação surge, a dor pode se transformar em uma saudade gostosa, a saudade que fica de ter convivido com quem amamos e ter tido bons momentos.

Todo esse processo faz parte de um luto psicológico, um luto de quem ficou.

E esse luto pode ser mais leve ou mais pesado.

Mais leve se entendemos que a vida é mudança, é morte e renascimento constantes.

E mais pesado para quem se opõe as inevitáveis mudanças que a vida traz.

Veja, não se sofre mais por amar mais, se sofre mais por se apegar mais, por resistir mais às mudanças.

E o universo não nos dá opção. Ou aceitamos as mudanças ou sofremos.

Isso para grandes mudanças, como a morte, mas também para todas as pequenas mudanças de nossa vida pessoal.

Não é sadio viver sempre a mesma coisa, não é sadio ficar estagnado no mesmo lugar, não é sadio ter as mesmas ideias a vida inteira, não é sadio olhar apenas um ponto de vista em relação à vida, não é sadio não mudar.

A mudança nos provoca, nos faz sair da zona de conforto e expandir.

E a morte é uma grande oportunidade de treinarmos o desapego. Uma das finalidades de encarnarmos aqui na Terra.

Precisamos treinar o desapego às coisas materiais? Sim, com certeza.

O desapego às pessoas? Também.

Mas principalmente o desapego em relação às situações e às circunstâncias.

Porque nos apegamos ao nosso trabalho, à nossa rotina, às percepções que já formamos e ao que já aprendemos e conhecemos do mundo.

Esses apegos não são saudáveis para a consciência.

Uma vez estava em projeção astral e haviam algumas pessoas que não conhecia. Então perguntei para uma delas: “o quê que vocês fazem aqui?”

Ela me respondeu: “a gente trabalha”.

Eu falei: “mas vocês não precisam trabalhar, vocês não pagam contas e não têm preocupações financeiras.”

Ela disse: “A gente trabalha porque quer.”

Depois compreendi que ficar 400 anos parado, fazendo nada, deve realmente ser entediante.

Além disso, no plano astral, do que eu vi, não existem cargos fixos.

Devemos escolher dentro das nossas capacidades, mas se trabalhamos no umbral resgatando pessoas e decidimos que o melhor para nós será passar a dar aula, provavelmente poderemos fazer essa transição.

Há uma flexibilidade em relação ao que se faz que não existe na Terra.

A maioria de nós é pressionado para escolher uma profissão com 18 anos e a continuar exercendo ela pelo resto da vida.

Não é socialmente bem-visto mudar de profissão e recomeçar.

Mas a verdade é que se fossemos mais flexíveis, poderíamos lidar de modo mais sadio com as mudanças e recomeços.

Mas não, consideramos um sinal de fracasso mudar de profissão. Consideramos uma perda de tempo.

E aí passamos a vida fazendo a mesma coisa, usando a mesma rede de neurônios e vivenciando as mesmas sensações. Desse modo, só expandimos um pouco nossa consciência até uma certa idade e depois estagnamos.

Aí vem a morte e fala: “amigo, vamos sair dessa zona de conforto, vamos resetar esse personagem e na próxima vida você terá que ter uma profissão bem diferente da atual.”

Vida após vida isso precisa acontecer para conseguirmos expandir nossa consciência. Porque se dependermos do sistema atual do planeta Terra, nascemos e morremos exatamente iguais.

a morte não existe

A morte e o Espírito

Os tibetanos falam que a vida deveria ser um estudo para a morte.

Desse modo, quando a morte realmente acontecesse não ficaríamos chocados, perdidos ou traumatizados do outro lado, que é o que acontece com a maioria das pessoas.

Na maior parte das vezes o que nos impede de falar e estudar sobre a morte é justamente o medo que temos dela.

E digo por experiência própria que a projeção astral consciente é o melhor instrumento para acabar com o medo da morte.

Pessoalmente, vivi muito tempo com medo de morrer, até que comecei a praticar projeção astral consciente.

Então, conforme passei a ver meu corpo físico deitado na cama e minha consciência continuando a existir, naturalmente me libertei desse medo.

Porque entendi que não sou o corpo físico e sim uma consciência que nesse momento habita o corpo físico.

Mas talvez para muitos de vocês ouvir isso não será o suficiente, vocês precisarão viver essa experiência, pois enquanto não verem o corpo físico de vocês deitado na cama e vocês de pé olhando para ele, a ficha não cairá realmente.

Quando nossa consciência se depara com nosso corpo físico dormindo na cama, se pergunta: “Quem eu sou? Eu sou esse que está de pé olhando o corpo ou eu sou o corpo?”

E quando nos fazemos essas perguntas compreendemos que somos a consciência que observa o corpo e não o corpo físico que está deitado dormindo.

O surgimento dessa compreensão faz com que nossa consciência expanda. Nossa percepção sobre a vida e a morte expanda.

Porque o que chamamos de expansão da consciência é irmos cada vez mais compreendendo a realidade.

E quanto mais compreendemos a realidade, mais paz e alegria sentimos.

A morte precisa de compreensão, porque ela é nossa única certeza.

Por isso, devíamos seguir o conselho dos tibetanos e estudar um pouco sobre ela, para quando chegar a nossa morte física estarmos preparados.

Curso de Projeção Astral

Quando morremos nossa consciência é ejetada do nosso corpo físico.

Quem pratica projeção astral consciente já compreende esse processo e saberá que foi para outra dimensão, compreenderá que morreu. Provavelmente chamará por seu mentor pedindo auxílio nesse momento de transição.

Essa é a morte mais sadia para nós e para quem nos receber do outro lado.

Já quem não estuda sobre a morte e não pratica projeção astral consciente não vai entender o que está acontecendo. Vai tentar encaixar de novo no corpo mas não vai conseguir. Alguns mesmos recebendo auxílio não acreditarão que morreram.

Quando isso ocorre saem andando por aí ou voltam para casa e tentam agir como se ainda estivessem encarnados.

Me lembra aquele filme com o Bruce Willis, O Sexto Sentido.

A pessoa vai para casa e fica sentada no sofá. Só que ninguém conversa com ela, então ela vai tentando falar com cada um dos familiares e amigos, sem entender o que está acontecendo.

Tem quem fique cem, duzentos anos, nesse surto. É o que popularmente chamamos de assombração.

A pessoa morreu, continua morando na casa e realmente acredita que não morreu.

No plano astral chamam isso de surto psicótico.

Então vem um mentor e fala: “amigo, você morreu, vamos embora daqui”.

A pessoa responde: “Não, não morri! Eu vejo a casa, vejo as coisas, sento no sofá. Viu como não morri?”

Nesses casos geralmente os mentores precisam da ajuda de alguém daqui da Terra que pratique projeção astral consciente para ir até a pessoa e enviar ectoplasma, assim ela ganha um pouco de consciência e o mentor consegue intervir melhor e convencer a pessoa a ir embora.

Aí a leva para o hospital psiquiátrico no astral. E lá se vão mais muitos anos até ela se recuperar completamente.

Tudo porque não estudou o tema, não compreendeu, não praticou, levou uma vida voltada apenas a acreditar que só existia a matéria, que só o que os olhos veem existe.

Com frequência essas pessoas muito materialistas acabam se sentindo inconformadas com a morte do corpo físico.

Elas não aceitam que elas precisam seguir em frente e deixar os bens materiais para trás.

Novamente caímos no apego.

E aí vira assombração, vira encosto.

O filho quer vender o Opala 76 que está na garagem novinho, todo restaurado, mas o pai morto não aceita, acha que ainda tem alguma posse sobre o carro. Começa a assediar o filho de raiva dele.

Aí fica sessenta anos nesse surto. E os mentores tentando convencer a desapegar do carro e seguir em frente.

Há ainda os que morrem de forma violenta ou abrupta.

Por exemplo, a pessoa está em casa, o teto desaba e ela morre.

Nesses casos, quase sempre a pessoa apaga, não vê e não sente nada do que aconteceu. Às vezes o próprio mentor, sabendo que a pessoa desencarnará, retira a consciência do corpo da pessoa alguns momentos antes do acidente. Então leva a consciência da pessoa para um hospital no astral.

Quando a pessoa acordar já estará no outro lado sendo auxiliada.

Os que morrem por doença continuam um tempo nessa mesma condição, mas não em um aspecto físico e sim psicológico.

Mas aí, no astral, se faz todo um trabalho de recuperação e depois de algum tempo, dependendo da pessoa, ela já estará regenerada.

Isso me faz lembrar que nós não compreendemos o amor de Deus, porque olhamos ao nosso redor e vemos miséria, fome, guerra e doença.

Mas em projeção astral acabamos por perceber que o corpo astral não tem problema algum.

Não existe doença, fome ou carência.

Não precisa existir.

Assim podemos finalmente compreender o amor de Deus, porque toda doença, miséria e guerra que existe aqui no planeta Terra, na verdade não existe.

Isso é um teatro e não a realidade.

A realidade é que somos um corpo eterno, perfeito, sem doenças, que não precisa dormir, não precisa comer, nada nos falta.

Simplesmente somos uma consciência que pode ir onde quer.

Queremos visitar Plutão, Vênus, Júpiter? Podemos ir. É tudo aberto, não existe nada fechado no universo. Podemos ir onde quisermos desde que tenhamos uma frequência vibracional boa.

Mas esse universo “aberto” também funciona quando estamos com uma frequência vibracional péssima.

Quando desencarnamos com uma frequência vibracional dois, vamos para um local que tem frequência vibracional dois.

Se morremos com uma frequência vibracional cinco, vamos para um local com frequência vibracional cinco.

Porque as frequências se atraem. E somos imediatamente atraídos para uma região da mesma frequência que estamos.

Se desencarnamos com uma frequência muito baixa, por exemplo, uma frequência de tristeza, arrependimento e ódio, vamos para uma região que muitos conhecem por Umbral ou inferno.

Na verdade tanto faz o nome que damos. Esse local nada mais é do que uma região que vibra em uma faixa baixa de energia.

Se formos para lá quando desencarnarmos é porque estamos em correspondência com essa energia.

E claro, lá também haverá outros seres com essa mesma frequência energética que estamos.

Como Buda falava, somos espelhos uns dos outros.

Aprendemos convivendo com pessoas com a mesma frequência que a nossa, pois assim compreendemos a nós mesmos.

Essa atração não se trata de um castigo mas de uma oportunidade de se ver no outro, como um espelho do próprio interior, para então decidirmos melhorar.

A morte e o Divino

Vamos imaginar que o tempo de Deus é infinito.

Então, supondo que alguém fique no Umbral por quatrocentos anos, o que é esse tempo perante o infinito?

É um segundo talvez.

Em um segundo a pessoa veio para a Terra, aprendeu algumas coisas aqui, desencarnou. Por algum motivo estava em uma frequência baixa, então ela convive com outros seres em locais com a mesma frequência que ela. Aprende mais.

Um milésimo de segundo depois a frequência dela sobe e ela está em um outro lugar.

Isso no tempo Universal, no tempo de Deus.

Claro, para nós que estamos imersos na terceira dimensão, setenta anos é muito tempo.

Porém, paradoxalmente, quem tem setenta anos, olha para trás e provavelmente sente que a vida passou voando.

É uma sensação conflitante de parecer que tudo ocorreu em um segundo e ao mesmo tempo carregado de muita informação e conteúdo de vida.

O mesmo ocorre para quem desencarna e fica duzentos anos no umbral. Quando sai fica a sensação de que foi apenas um segundo.

Porque para o Universo é isso, um segundo ou menos. Ele calcula por tempo eterno, por vida eterna.

Então qualquer tempo que colocamos dentro da eternidade é um milésimo de segundo.

Isso também no plano espiritual.

E estando lá também chegará o dia que precisaremos encarnar de novo.

Porque lá também entramos em uma zona de conforto.

Agora pergunto, quando estamos no astral e temos amigos, pessoas que amamos, um trabalho, uma casa e precisamos vir para a Terra, isso também não é uma morte?

Portanto é um caminho de ida e volta.

Quando morremos aqui devemos desapegar das coisas daqui, quando “morremos” no plano astral, devemos desapegar das coisas de lá.

E em ambos os casos há despedidas e reencontros.

Por isso repito, para o conceito de morte ser mais suave em nossa vida, precisamos compreender e aceitar as mudanças.

Pois, inevitavelmente, nós mudaremos.

Inevitavelmente tudo vai mudar.

Portanto, resistir à mudança, é sinônimo de sofrer.

As maiores causas de sofrimento são a resistência à mudança e o apego.

E tanto vir para a Terra como deixar a Terra são oportunidades de treinar o desapego e a aceitação às mudanças e assim nos libertarmos do sofrimento.

E quando estivermos desapegados e aceitando plenamente as mudanças saímos da roda de Samsara. A roda das reencarnações.

Éramos espíritos obcecados com a posse e de consciência rígida. Por isso estamos aqui para esse workshop.

Sim, podemos pensar na Terra como um workshop para soltarmos as resistências.

Morte e renascimento. Morte e renascimento. Morte e renascimento.

Mudança, mudança, mudança.

Aprendeu? Não? Volta.

Aprendeu? Não? Volta.

Aprendeu? Aprendi.

Aprendi que o universo é mudança e que não sou dono de nada, tudo é um empréstimo, as coisas, as pessoas, esse corpo, nada me pertence.

Vivemos nesse corpo que daqui a pouco irá se deteriorar. Depois vamos para o corpo astral que também se deteriora, depois para o corpo mental que também deteriora.

Morte e renascimento. Em todos os níveis.

Tudo precisa ser destruído para haver construção.

Yin e Yang. As duas forças do universo. Construção e destruição. Um morrendo e nascendo no outro pela eternidade.

Pense nas células de nosso corpo. A cada dois anos somos um corpo totalmente novo. Todas as células que tínhamos morreram e deram lugar as novas que nasceram.

A natureza é uma constante destruição e renovação.

Do ponto de vista do ego podemos achar isso uma crueldade divina, mas não existe morte para a consciência.

Pois, tudo se desfaz e refaz, mas a consciência permanece.

curso expansão da consciência

Algumas considerações importantes sobre a morte

Minha avó contava que antigamente quando um parente morria ele era velado em casa por um ou dois dias.

Desse modo, as pessoas tinham tempo e oportunidade de lidar com a passagem. Tínhamos contato com o fim, com a ideia de finitude.

Hoje em dia nós escondemos a morte. Não queremos encará-la.

A pessoa morreu, já jogamos um pano em cima e damos um jeito de terceiros lidarem com o corpo. Só vamos vê-lo novamente de maneira breve, em um caixão cheio de flores. Aí enterra e acabou. Fica um vazio.

Mas em algumas culturas, ainda hoje, têm-se uma relação melhor com a morte, pois sabe-se que o corpo físico é como um invólucro e a morte é apenas a liberação dele. A consciência da pessoa continua quando liberta do corpo material.

Portanto, apesar do luto e da saudade, a morte é também motivo de comemoração.

De uma maneira mais sadia eles cultuam seus ancestrais. Inclusive há ocasiões especiais em que se preparam para receber a visita dos parentes que já se foram.

Aliás, essas visitas são mais comuns que imaginamos. Quantas vezes recebo comentários de pessoas contando sonhar com seus parentes mortos?

E geralmente mais do que sonhar, o que ocorreu foi uma projeção astral onde houve um reencontro. Mas a maioria das pessoas não tem consciência disso.

Para quem sente que pode reencontrar um ente querido em projeção de modo saudável, apenas para diminuir a saudade, sem cultivar o apego, pode pedir esse benefício aos mentores.

Além disso, sempre antes de dormir, indico que imaginem ondas saindo do cérebro e indo para alguma outra dimensão.

Não precisamos entender onde elas estão nem nada.

Então mandamos uma mensagem para a pessoa, manifestando nossa vontade de encontrá-la.

Com certeza ela receberá a mensagem, já que tudo é onda e vibração.

Se ela estiver autorizada para esse encontro, ou seja, se for saudável emocionalmente para ela também, ela virá.

A questão é se vamos lembrar ou não. Mas como esses encontros geralmente

Tem um cunho muito emocional, acabam ficando gravados em nossa consciência.

Quando esses encontros ocorrem é muito bom. É uma grata felicidade ver quem amamos bem, quase sempre mais felizes e rejuvenescidos.

Há um documentário na Netflix, chamado Vida além da Morte. Um detalhe curioso nesse documentário é que todas as pessoas que falam sobre suas experiências de

Quase morte relatam que no momento em que morreram não queriam retornar.

Esse é um assunto um pouco polêmico, que a mídia evita sob a alegação de poder incentivar o aumento no número de suicídios.

Mas a verdade é que essa é mais uma questão que não sabemos lidar a respeito da morte.

Não entendemos que estar aqui é sagrado, é gostoso, mas morrer também é bom.

Precisamos tirar essa ideia de que morrer é ruim. Viver é bom, morrer é bom, tudo é bom.

Ou melhor dizendo, na verdade, para quem vive mal, morrer também é mal. Pois é a consciência que determina se uma experiência será boa ou ruim.

Dito isso, vamos concluir com outro aspecto polêmico sobre a morte, mas necessário de ser esclarecido, a ideia de que todos os problemas serão resolvidos quando morrermos.

É usando esse raciocínio que milhares de pessoas tiram suas vidas ao redor do mundo.

Mas quero deixar bem claro, a mesma consciência que temos aqui, teremos quando sairmos do nosso corpo. Isso quer dizer que os mesmos desafios e problemas que temos aqui, teremos lá.

Além disso, nascemos carregados de chi ou energia vital, para durar uma quantidade x de anos. Então se, por exemplo, temos chi suficiente para viver por 70 anos, mas abreviamos nossa vida aos 40, sobrará chi para 30 anos.

Mas esse chi é o item mais valioso que há no astral. Então muitos obsessores passam seu tempo em busca de pessoas que se matam para roubar esse chi “sobrando”.

Para fazer isso eles não medem esforços. Mal a pessoa desencarnou eles a aprisionam e passarão os próximos 30 anos sugando esse chi.

Mesmo quando a pessoa dá a sorte de um mentor conseguir resgatar ela antes dos obsessores virem, ela precisará lidar com a culpa.

Porque lá no astral a consciência se amplia e a pessoa percebe mais facilmente o erro que cometeu.

Muitos passam anos e anos remoendo a culpa por terem abreviado sua vida na Terra.

Estou falando isso para ficar claro que o Universo não é bolinho.

Existe o lado luz, mas existe lado trevas.

Por isso, seja aqui ou lá, vamos apreciar o presente, vamos apreciar as mudanças e mais que isso, vamos realmente valorizar nossa existência.

Bibliografia recomendada:
Copyright do texto © 2021 Tibério Z

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ISBN nº 978-65-00-23711-5

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