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Crenças limitantes

Crenças limitantes são auto programações que impedem que você veja a realidade de uma maneira saudável e positiva.

Até o momento abordamos algumas questões principais que um terapeuta holístico vai encontrar e terá que trabalhar em seus atendimentos, entre essas questões estão uma série de paradigmas que impedem que o cliente viva plenamente, sem amarras e restrições. Esses paradigmas são tantos e tão comuns que os separei em um novo tópico.

Mas afinal, o que são paradigmas? Paradigmas são programações básicas que vamos criando ao longo da vida e que viram ideias estruturais em nossa mente, como se fossem um mantra não colaborativo, mas que internalizamos e acabamos por manifestar em nossas ações. Geralmente, esses paradigmas estão em nosso inconsciente, por isso podem ser difíceis de identificar.

Mas mesmo sendo inconscientes, a extensão deles em nossas vidas são bem reais e palpáveis, sem percebermos muitas vezes os usamos como base para nossas escolhas e decisões. Então o papel do terapeuta holístico é estudar o cliente, buscar em seu inconsciente e em suas atitudes, ligações que mostrem qual é o paradigma que está pulsando dentro dele.

Vim aqui para pagar algo

Um exemplo de paradigma muito comum em nossa sociedade é acreditar que fizemos muitas coisas erradas e, portanto, estamos aqui pagando por elas. Mas esse tipo de ideia é perigosa e até mesmo incapacitante, pois nos coloca em uma posição de devedores, e se devemos é porque algo nos falta, e se falta é porque somos carentes, nos sentindo carentes entramos na frequência da carência, e justamente atraímos mais disso para nós.

Talvez agora surja a questão, mas e o Karma? Novamente explico, temos o Karma e o Dharma, matéria e antimatéria. E sim, a maioria de nós tem antimatéria agregada, mas essa vida é uma chance de produzir matéria, de ajudar, de expandir. Porém, como ajudar alguém estando pior que a pessoa? Simplesmente não é possível!

Por isso, a primeira pessoa que temos que ajudar nesse planeta é a nós mesmos e sem culpa, pois apenas estando bem, felizes, com a nossa vida material, mental e emocional equilibradas, poderemos ajudar os outros. Mas se acreditamos que somos devedores já estamos em uma frequência tão ruim quanto a da pessoa que pretendemos ajudar.

Não é possível ajudar alguém partindo de um lugar de carência e culpa. Esse erro inclusive muitos terapeutas holísticos cometem e justificam que existe uma separação entre cliente e terapeuta holístico. Mas não, não existe essa separação. Transmitimos para as pessoas aquilo que somos, aquilo que vibramos, nossa frequência energética vai ser transmitida para o mundo de acordo com como estamos.

Ouvimos desde crianças um discurso persistente, uma religião falando que estamos expiando nossas faltas, outra, que somos pecadores. Então entramos nessa frequência energética, vivemos com esse sentimento de que devemos algo e talvez nem sejamos merecedores das bênçãos que recebemos. Vamos quebrar esse paradigma para vivermos de modo mais leve?

Para isso vou começar lá da criação, te contando por que podemos superar essa crença. Todas as vezes que Deus emana uma fagulha nova, e Ele faz isso o tempo todo, Ele está criando tudo o que há, inclusive os novos seres. Então, na primeira vez que Deus emana essas fagulhas, Ele cria um ego para elas, para individualizá-las.

Mas essa consciência que acabou de nascer da Fonte, não nasce expandida, vamos dizer que ela é como um bebê, que terá que aprender tudo do zero. Então esse ego tem uma consciência mínima inicialmente, por isso ele vai encarnar dentro de um corpo dimensional em que possa experimentar essa consciência mínima que tem.

Existem infinitas possibilidades, mas vamos supor que esse ego encarnou em uma mosca. Essa consciência vai vir como mosca milhares de vezes, até que se expanda um pouco. Quando isso ocorre, a consciência pode habitar um ser um pouco mais complexo, vamos dizer que agora virá milhares e milhares de vezes como uma cobra, até expandir novamente a consciência através dessa experiência.

Em algum momento poderá vir, por exemplo, como um leão e assim até chegarmos no ser humano, que em geral, possui a consciência mais expandida nesse planeta. Deus, como Criador, sabe que esse processo é um processo quântico, ou seja, todas essas vidas que a consciência vive são como um teatro.

Elas são um veículo para a expansão, a parte mais visível do processo são esses ciclos de nascer como mosca, nascer como cobra, nascer como leão e nascer como humano. Mas, o que realmente existe é uma partícula atômica que nasceu com um potencial 1 de energia e conforme foi ganhando experiência, foi se energizando e ampliando seu potencial, isso em bilhões de anos.

Lembra, a Terra não foi formada em cem anos, ela demorou bilhões, uma partícula de terra que juntou com outra, que juntou com mais outra e assim formou nosso planeta. O mesmo ocorre na formação de um buraco negro, ele começa a absorver matéria, matéria, matéria, e vai crescendo, então bilhões de anos depois ele se torna um grande buraco negro.

A natureza mostra continuamente isso para nós, e o mesmo acontece com nossa consciência. Nossa consciência primordial nasce com potencial energético 1, então vai energizando, energizando e depois de bilhões de anos essa consciência tem um potencial um milhão. Nisso, outras consciências novas estavam surgindo com potencial 1 e essa de um milhão vai expandido para dois milhões.

Esse processo é infinito e colaborativo. Então, como que o Criador sabendo disso, vai cobrar algo que está além da nossa consciência? Se Ele sabe que alguém tem a consciência 15, como que esperará ações de uma consciência mil? É o que Jesus falou antes de ser crucificado, ‘perdão Pai, eles não sabem o que fazem’. Não podemos exigir mais de uma consciência do que ela pode dar.

Pensar que estamos aqui pagando algo seria o mesmo que castigar um cachorro por não fazer um cálculo matemático. Como um ser que tem uma consciência limitada não vai cometer ações negativas? É impossível! Por isso que estamos na Terra, ela foi montada para que as pessoas que estão em um nível consciencial similar pudessem viver, experienciar, errar e finalmente aprender.

Então, não estamos aqui para pagar nada, estamos aqui para viver, esse é o primeiro paradigma que precisamos tirar da mente do nosso cliente. Não somos pecadores, não somos devedores, somos seres que estão em um processo de evolução constante e estamos aqui para ampliar nossa consciência, só isso.

Ninguém deve nada a ninguém, porque tudo é o Criador e Ele não pode dever a si mesmo. O Criador sabe que cada partícula atômica que Ele tem, que somos nós, cada subpartícula atômica que existe dentro Dele, está no tempo energético que tem que estar e caminhando em sua expansão, ampliando continuamente suas consciências.

E isso só ocorre através das experiências, de muita tentativa e erro, até assimilarmos quais atitudes colaboram com o Todo e quais não. Mas enquanto estamos no meio desse processo vamos errar, e muito, isso já é esperado. A única questão é que não devemos permanecer no erro, precisamos aprender com nossas experiências.

Mas o que fizemos no passado, se fomos bons ou não, importa menos do que o que estamos fazemos agora, de como estamos usando essa vida atual para adquirir matéria através de atitudes colaborativas. Pense no absurdo que é viver com o peso da dívida, do pecado, da culpa dentro de si, ninguém deveria se sentir assim e viver de forma limitada por isso.

Novamente falo, o parâmetro é a eternidade, essa vida não é parâmetro para nada, ela é apenas uma gota no oceano. Para realmente expandirmos totalmente a nossa consciência são bilhões e bilhões de vidas, de vivências e experimentações, para um dia esse átomo que iniciou com potencial energético 1 chegar ao um milhão e continuar crescendo.

Curso de expansão da consciência

O dinheiro é sujo

A maioria de nós já ouviu que dinheiro é sujo, que dinheiro não presta e que é a causa do mal do mundo. Será que acreditamos nisso em algum nível, mesmo que inconsciente? E qual será o impacto dessas afirmações em nossa vida? Será que esse paradigma impede muitos de nós, e de nossos clientes, de ter a prosperidade desejada?

Quando nutrimos crenças negativas a respeito do dinheiro estamos o amaldiçoando constantemente em nossa vida, colapsamos que ele é ruim, que é sujo, que traz desgraça e assim entramos e permanecemos nessa faixa vibratória da escassez. Desse modo, obviamente afastamos o dinheiro de nós, porém ao mesmo tempo queremos dinheiro e queremos comprar coisas.

Estudar os paradigmas e crenças nos ajuda a perceber como não temos uma coerência real entre o que desejamos e o que sentimos. Pois desejamos muitas coisas boas, como abundância, amor e saúde, mas temos medo delas, acreditamos que de algum modo elas nos prejudicarão. E observamos isso quando nos permitimos ver um pouquinho além da superfície de nossos desejos.

Fica bem claro o conflito interno em que estamos constantemente, nesse paradoxo entre o que desejamos e o que realmente sentimos. E vamos atender muitos clientes que estão nesse paradoxo, a maioria das vezes sem nem perceber. O cliente reclama que não tem prosperidade, mas quando perguntamos o que ele acha do dinheiro, ouvimos sobre desgraças, perdas e dívidas.

Mas como essa pessoa terá prosperidade na vida? Ela já está deixando bem claro para o universo que não quer dinheiro com a frequência que emite, mas segue em paradoxo, porque externamente quer ganhar mais. Por isso precisamos entender que o dinheiro é uma moeda de troca, um instrumento neutro, que pode ser usado de forma positiva ou de forma negativa.

Como o avião, por exemplo, que Santos Dumont inventou para fazermos viagens mais rápidas, mas também foi usado para bombardear na primeira guerra mundial. Ou como a internet, que é uma das melhores ferramentas de comunicação, mas também é usada para o negativo.

Isso ocorre com qualquer ferramenta que o ser humano invente e não seria diferente com o dinheiro. Mas quem dá o uso dele é o ser humano, ele em si não tem problema algum. A ideia do dinheiro é apenas facilitar as trocas, pois imagine que o dinheiro não existisse, eu planto cenouras e você aplica Reiki, então toda vez que quero uma aplicação de Reiki, levo um saco com cenouras para trocar com você.

Mas você também quer tomates, porém quem planta tomates, não está interessado em Reiki, como faria então? Comeria só cenouras? Então percebam como o dinheiro facilita nossa vida, não tem nada de negativo nisso, é um meio inteligente de trocar produtos e serviços, por isso é necessário desmistificar que o mal está no dinheiro em si, porque não está.

Uma ramificação muito comum do paradigma que dinheiro é sujo, é acreditar que ricos são egoístas, más pessoas, que são sozinhos, que não são felizes, que só atraem interesseiros, que prejudicam a sociedade etc. Todo esse sentimento de medo e inveja obviamente afasta quem sente isso da riqueza e muitos não percebem.

Porque se todo o rico prejudica a sociedade, entramos em um conflito interno, na maioria das vezes inconsciente, de que para sermos ricos vamos ter que prejudicar alguém. Como não queremos prejudicar ninguém, queremos ser boas pessoas e humildes, então colapsamos a escassez e desse modo, claro, o dinheiro nunca é suficiente.

Na vida prática, pode ocorrer de começarmos um negócio, uma loja de bolos, por exemplo. Mas temos esse paradigma de que dinheiro é sujo e de que ricos são infelizes, mesmo inconscientemente, o colapso está feito. Então a loja de bolos começa vendendo bem, o dinheiro começa a entrar, mas a associação negativa ao dinheiro já está feita, então começamos um processo de auto sabotagem.

Nos sabotamos fazendo escolhas ruins, nos endividando, ficando doentes, contratando as pessoas erradas. Na verdade, o nosso inconsciente fará qualquer coisa para termos cada vez menos clientes e a empresa falir, não porque ele é mal, mas porque quer nos proteger da sujeira do dinheiro, que acreditamos existir.

Esse processo de auto sabotagem pode ocorrer com qualquer coisa que vá de encontro com um paradigma, pode ser um negócio, um bom hábito, um projeto ou um relacionamento. Podemos observar, quase sempre claramente, em nossos clientes quando eles próprios sabotaram suas conquistas e esse é um forte indício de que há um paradigma impeditivo por trás.

Então investiguem seus clientes a fundo, questionem suas opiniões, ações e escolhas, use seus próprios argumentos para questioná-los. Cavem o inconsciente da pessoa até chegar nos paradigmas dela, assim saberemos onde ela está colapsando errado e qual é a programação básica que está rodando lá no fundo, no inconsciente, fazendo atrair o contrário do que deseja.

Quando chegamos nesse ponto, temos que desfazer a programação. Existem muitas técnicas mentais que facilitam esse processo, como a Neurolinguística, visualização mental e ho’oponopono. Mas lembre-se que só desprogramamos sabendo qual a programação que existe, por isso que é preciso trazê-la à consciência.

Muitas vezes essa programação está rodando em uma profundidade tão grande que nem percebemos que ela existe. Mas uma vez identificada, esclarecida e desprogramada, o colapso correto agora pode acontecer, sem paradoxos e contradições. Assim naturalmente entramos na faixa da abundância e tudo começa a fluir.

Deus está lá

Esse segundo paradigma carrega a ideia cruel de que Deus está lá e nós estamos aqui. Ele nos diz que rezamos, pedimos, somos observados e julgados por um Deus exterior a nós, que está em outro lugar. Essa crença cria a ideia de separação, de que há o que é divino e o que não é, pois se Deus está lá e eu estou aqui, eu não sou divino, logo, sou inferior a Deus.

Nos sentindo inferiores, colapsamos inferioridade e obviamente atraímos mais desse sentimento para nós. Mas não existe separação, até porque essa noção de tempo e espaço é da terceira dimensão, na quarta dimensão ela já é mais sutil e a partir da quinta dimensão não existe mais. Então não existe cá e lá, não existe passado, presente e futuro, tudo é um único quantum energético.

Lembra do poema sobre Tao que citei lá no início? As características de Deus desafiam a compreensão humana, pois Ele não está em lugar nenhum e está em todos ao mesmo tempo, Deus não pode ser nomeado ou descrito com exatidão, Ele é nada e tudo simultaneamente. Ele continua sendo uma incógnita para nós, mas agora através da mecânica quântica sabemos que mais do que estar em tudo, Ele é tudo.

Quando entendemos que somos uma partícula Dele, estamos mais perto da divindade, e, portanto, da responsabilidade de sermos um pedaço Dele. Pois, se somos uma emanação Dele, podemos criar como Ele, colapsando uma onda através da nossa intenção. E quando fazemos isso com consciência, precisamos estar atentos à qualidade de nossos pensamentos e sentimentos.

Porque sabemos que como criadores, se pensamos A, materializamos A, se pensamos B, materializamos B, e desse modo fica claro a nossa responsabilidade no que acontece com a gente e a nossa volta. Então precisamos observar em nosso cliente, se ele possui essa ideia de separação e se limita sua vida por isso de alguma forma.

Repito porque precisa ficar claro, e faça o mesmo com seu cliente se for necessário, somos fagulhas de Deus, atomicamente falando. Lembra, estamos vendo o universo do ponto de vista da mecânica quântica, então energeticamente Deus é tudo que existe. E Ele se individualiza através de eu, você, cadeira e mesa, para experimentar, vivenciar e agregar energia para Ele mesmo.

Somos como tentáculos Dele, tentáculos que possibilitam que Ele observe a Si mesmo. Sem isso, inclusive Ele cairia na zona de conforto, porque se Deus não tivesse criado nada, se não tivesse individualizado nada, como experimentar a Si próprio? Ele também cairia na zona de conforto, e lembra que esse é um péssimo lugar para se estar.

Então, Ele criou todo esse movimento cósmico, para cada vez mais receber energia e ir expandindo, sim, até Deus está expandindo o tempo todo. E somos canais por onde Ele experimenta essa realidade, portanto não há separação real, toda separação é ilusória e vem do ego, e quanto mais nos nos afastamos da imagem do ego mais encontramos Deus dentro de nós.

Não mereço passar por isso

Quem nunca disse ‘eu não mereço passar por isso’ em um momento muito difícil da vida? Mas quais são as implicações de nos sentirmos assim ou ouvirmos isso de nossos clientes? O que realmente está por trás desse sentimento?

O primeiro erro de raciocínio que podemos ter em uma situação dessas é que imaginamos que não merecemos o que nos ocorreu porque alguma força exterior a nós está nos punindo ou castigando, e muito severamente. Ou seja, alguém que não é nós mesmos é o responsável por passarmos por isso.

Mas se não entendermos que através dos nossos pensamentos e sentimentos atraímos essa situação não vamos conseguir descolapsar a onda que deu início a ela. Por isso precisamos identificar o paradigma que existe e muitas vezes uma frase como ‘se sou tão boa, por que isso foi acontecer comigo?’ indica que ele está ali e precisa ser quebrado para colapsarmos corretamente o que desejamos.

Pois não é uma questão de merecimento, nós não negociamos com o universo, não deveríamos tentar barganhar com ele, nem fazer uma atitude boa para receber algo positivo em troca. Nós nos colocamos em uma frequência positiva e então atraímos coisas boas na vida ou nos colocamos em uma frequência de pensamentos e sentimentos baixa e então vamos atrair coisas ruins na vida.

Na verdade, esse paradigma só reflete a falta de auto responsabilidade que nossa sociedade estimula, sobre como achamos que não temos responsabilidade sobre o que nos ocorre. Por isso precisamos abrir nossa percepção, pois se nosso ponto de vista for apenas a vida atual e o mundo material, fica muito difícil fugir da dualidade vítima algoz, fica muito difícil parar de acreditar que o mundo está contra nós.

Se acreditamos que o universo é um grande julgador, que premia ou castiga pessoas segundo os seus parâmetros, que é a visão que muitas religiões têm, não agiremos por uma moralidade interna e sim por medo do que nos pode acontecer. Mas esse conceito de universo julgador é ultrapassado!

O universo não é um senhor que passa o dia sentado decidindo quem recebe a benção x e quem recebe a maldição y. Tudo é atraído e repelido pelo nosso campo eletromagnético, é como um ímã, uma atração natural, uma lei física, como a lei da gravidade. Se estamos em uma frequência boa, atraímos coisas boas, se estamos em uma frequência ruim, atraímos coisas ruins, é 100% nossa responsabilidade.

As ondas existem todas ao mesmo tempo, como as estações de rádio, nós apenas escolhemos qual queremos sintonizar. Se escolhemos uma estação de rock, ouviremos rock, se escolhemos uma estação de sertanejo, ouviremos sertanejo. O mesmo ocorre com nossa frequência, não vamos sintonizar escassez e ouvir abundância, não vamos sintonizar doença e ouvir saúde, não vamos sintonizar ódio e ouvir amor.

Eu não consigo ninguém

Um paradigma com relação a relacionamentos muito comum é a crença de que não conseguimos encontrar ninguém. Há variações desse paradigma, como acreditar que não se consegue manter um relacionamento e que as pessoas sempre vão embora. Bom, a essa altura já sabemos que falou eu não consigo para o universo, colapsou que não consegue.

Então a própria frase já colapsa a onda de que a pessoa não consegue e adivinha? Ela não consegue mesmo. Isso vale para qualquer coisa que digamos que não conseguimos, pois uma vez colapsada a onda, nosso comando será respeitado. E é a partir desse colapso errado que queremos atrair pessoas para nossa vida.

Mas como atrair a pessoa que desejamos se estamos deprimidos, se vivemos reclamando e sem vontade de viver? Percebam como é automático, pois quando nossa frequência aumenta, quando começamos a ser felizes sozinhos, que vibramos em frequências mais altas, que automaticamente alguém em igual sintonia virá.

Porque temos prazer em viver com uma pessoa feliz, mas não com uma pessoa triste e que só vê problemas. E mesmo que essa pessoa conviva um tempo, acaba não permanecendo. Novamente podemos ver como atraímos com nossa frequência o que está em nossa vida, pois se a frequência é baixa, com uma visão de mundo negativa, sem força de vontade e poder pessoal não temos como atrair o contrário disso.

Quando encontramos alguém estando nessa frequência, após os meses iniciais, quando começamos a realmente nos mostrar ao outro e as máscaras a cair, a pessoa vai embora. A própria frequência baixa da pessoa repele outras que estejam vibrando mais alto. Então, antes de encontrar alguém devemos tirar um tempo para melhorar nossa própria frequência energética, ser uma pessoa feliz, em paz, alegre e assim, naturalmente, o resto acontecerá.

Porque todo mundo tem prazer em viver com alguém feliz, que produz, que conquista, que levanta da cama de manhã e faz coisas. Todo mundo tem prazer em viver com pessoas que estão em uma frequência boa, mas ninguém aguenta viver com uma pessoa que está em uma frequência ruim. Eu sei que é duro falar isso para o cliente, portanto fale com amor, com delicadeza, mas fale a verdade.

O pior que podemos fazer pelo outro é vê-lo com uma visão turva da vida e reafirmar essa visão, dizer realmente ninguém te merece, ninguém presta, estamos então só afirmando o paradigma da pessoa e ajudando em nada. Temos que questioná-la, ela é a pessoa interessante que ela deseja encontrar no outro? Ela tem as qualidades que ela busca? Ela é uma companhia agradável, alegre, animada? Ou a presença dela deixa tudo mais pesado e difícil?

De maneira amorosa questione a pessoa, ou a si mesmo se sentir que essas perguntas te tocam. Se queremos ter pessoas agradáveis a nossa volta, que são felizes e produtivas, precisamos antes ser essa pessoa. Não estou dizendo para fingir ser quem não é para agradar, pelo contrário, estou falando sobre descobrir a sua verdadeira versão feliz.

A Terra é um hospício

O paradigma que vamos analisar e quebrar agora é o de que a Terra é um planeta hospício ou um planeta prisão. Não, a Terra não é um hospício, Gaia é um ser vivo com consciência. James Ephraim Lovelock, ambientalista e cientista, com a bióloga Lynn Margulis, criou em 1969 a Teoria de Gaia, tese que afirma que a Terra é um superorganismo.

Aprofunde esse estudo se tiver interesse, aqui seguindo essa linha e indo além nas minhas percepções, digo que a Terra é um ser vivo que por generosidade acolhe consciências que estão em uma determinada frequência energética. Então todos que estão aqui na Terra vibram dentro de uma faixa energética e vivem as experiências que essa frequência traz.

A Terra é um planeta maravilhoso, um dos mais bonitos que existem em toda a criação da terceira dimensão. Quando temos a oportunidade de viajar, vemos a maravilha de suas paisagens. Agora, se olhamos para a Terra e a consideramos um planeta hospício, estamos nos considerando loucos por consequência e assim nos colocamos na frequência da loucura.

Na frequência da loucura acontece o quê? Loucura. Ou se pensamos que a Terra é um planeta prisão, então nos colocamos na posição de condenados e então vibramos nessa frequência e assim atraímos tudo o que está nessa faixa de vibração. Por isso, precisa ficar claro que a Terra não é uma prisão e não é um hospício.

Estamos aqui por uma questão energética, pois ela abriga seres que estão em uma mesma faixa de vibração. E não é porque praticamos terapias ou somos terapeutas holísticos, que somos superiores a alguém, se estamos aqui, cada elemento que está aqui, tem aproximadamente a mesma frequência.

Quando começamos a subir nossa vibração e estar em uma frequência de alegria e felicidade, pode ser, isso é uma hipótese, que quando desencarnarmos não retornemos à Terra e sim para um outro planeta, mais de acordo com a nova vibração em que nos encontramos. Mas agora, no presente, se estamos aqui encarnados é porque todos temos uma frequência similar.

Isso ocorre porque seres em uma frequência parecida, precisam de experiências parecidas. As experiências da Terra são similares, todos passamos por perdas, sofrimentos, alegrias e conquistas que não variam tanto. O que precisa estar claro é que o vácuo quântico determinou que os seres nesse tipo de frequência viveriam juntos, mas essas frequências não são boas nem ruins, são apenas frequências energéticas.

Então, estando aqui nós vamos viver o teatro que o planeta Terra proporciona, as experiências que ele nos traz. Aqui vamos ter experiências sensoriais de acordo com a frequência que a humanidade vibra, só isso. Indo para uma frequência mais baixa, vamos para um lugar de frequência mais baixa, indo para uma mais alta, vamos para um lugar de frequência mais alta, por puro eletromagnetismo.

Lembrando que a dualidade de alto e baixo, bom e mau é nossa, Deus não tem essa categoria, nem preferência pela criação que vibra em frequências altíssimas. Novamente caímos no conceito atômico, pois por enquanto nosso átomo está com potencial de energia 30, por exemplo, e é esse o potencial energético que a Terra suporta, logo automaticamente ela atrai todos os átomos que têm essa vibração.

Mas se saltarmos de camada e atingirmos uma vibração 40, automaticamente outro lugar vai nos atrair e outras experiências nos serão oferecidas. Então, precisamos desconstruir essa ideia de planeta prisão, planeta hospício ou que é um castigo estar aqui, lembra, são só experiências sensoriais para nossa consciência expandir.

O ser humano não presta

Outro paradigma muito comum é acreditarmos que o ser humano não presta. Mas qual a consequência dessa crença em nossa vida e na vida de nosso cliente? Primeiro precisamos entender que existem pessoas que vibram baixo e existem pessoas que vibram mais alto, dentro de uma faixa vibratória que o planeta Terra comporta.

Essa variação não quer dizer que as pessoas são boas ou ruins, quer dizer que naquele momento evolutivo dela, elas estão nessa vibração. Os grandes Mestres Ascensos, anjos e seres iluminados, um dia também vibraram baixo, então depois de bilhões de anos eles chegaram a vibrar nas frequências elevadas que estão hoje.

Portanto, não é uma questão de prestar ou não, mas de consciência. Por exemplo, um cachorro que come o sofá, devemos bater nele por isso? O cachorro não tem consciência de um bem material, do valor daquilo, não podemos exigir essa consciência dele ainda. Mas podemos nos precaver, se sabemos que o cachorro vai morder o sofá, não o deixamos sozinho na sala.

Isso se amplia para os seres humanos, porque podemos, e devemos, nos precaver de pessoas com pouca consciência. Por exemplo, sabemos que corremos riscos maiores se andamos às 3 horas da manhã em um bairro perigoso, porque ali existem pessoas que ainda não tem a consciência desenvolvida e que ainda praticam a violência física.

Quando sabemos disso, que há pessoas com consciência limitada, que ainda praticam a violência física, que ainda acreditam que roubar e matar é algo que se deva fazer, vamos nos afastar desse tipo de consciência. Mas julgar e acreditar que a humanidade não presta é algo bem diferente.

Se todo mundo é uma fagulha de Deus e acreditamos que alguém ou algo não presta, estamos dizendo que o Criador não presta. Também estamos ignorando o processo evolutivo de todos os seres, inclusive o nosso, pois não sabemos o que já fizemos. Além disso, quem julgamos pode ainda não ter atingido determinado nível de consciência para entender algo, mas a qualquer momento pode atingir.

E às vezes essa pessoa acaba por expandir mais rápido que nós, pode agora estar vibrando muito baixo, mas, de repente, acontece um fato ou algo na vida dela que ela salta. Sim, a evolução da consciência não é linear, ela acontece em saltos quânticos, então essa pessoa que hoje julgamos inferior pode nos passar em vibração e nós continuarmos medianos.

Não estou falando isso por uma questão de competição, nem faria sentido pois todos, ao longo do tempo, vão se energizar. Mas para entendermos que as pessoas têm a consciência que tem, mas que todos estão em evolução. Enquanto isso, vamos claro aprender a nos proteger das inconsciências alheias, mas julgar todo mundo como mal e que não presta é julgar a criação.

Imagine o que colapsamos se acreditamos que a criação não presta? Simplesmente afastamos tudo e todos de nós. Pois, se as pessoas não prestam, estamos afirmando, nos colocando em uma faixa de vibração de que não queremos ninguém na nossa vida. Afinal, por que eu vou atrair aquilo que não presta para mim?

Se ninguém presta, então vamos ficar sozinhos, se nada presta, então não vamos ter nada! Sem relacionamentos, sem amigos, sem ninguém, apenas esperando o momento do desencarne para ir embora. Parece radical falar isso, mas muitas pessoas vivem assim e reclamam por estarem sozinhas, elas ainda não perceberam que elas mesmas, com seus paradigmas e intenções, estão afastando todos de si.

Bibliografia recomendada:
Copyright do texto © 2021 Tibério Z

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ISBN nº 978-65-00-23711-5

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