desejar é ruim
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Desejar é ruim?

Desejar é ruim? Devemos transcender os nossos desejos? Essas são dúvidas que surgem quando começamos a trilhar o caminho tendo uma consciência mais aberta para o espiritual.

Por isso convido vocês a desbravarem comigo essa e outras questões relacionadas ao desejo.

Desejar Divino e Ego

Acredito que o ponto crucial quando falamos de desejo é nos perguntarmos quem deseja.

Porque para haver desejo alguém tem que desejar, mas a nossa parte Divina, nossa fagulha Divina, não deseja nada, porque ela é tudo.

E como algo que é tudo pode desejar alguma coisa? Por isso que quando entramos em estados profundos de meditação, sentimos que não precisamos de nada, que já temos tudo o que precisamos.

Porque a sensação de divisão é uma ilusão. Todos as pessoas, todos os seres e objetos, tudo é uma massa de energia única.

E a partir do momento que entramos em contato com a nossa porção Divina, nos integramos com tudo e essa ilusão de separação some.

Mas quando desejamos, existe um objeto de desejo e esse objeto de desejo está separado de nós. Portanto, enquanto desejamos algo não estamos totalmente conectados com nossa parte Divina, isso só ocorre quando genuinamente sentimos que não precisamos de nada.

Então, quem deseja é o ego, porque ele acredita na separação.

Mas ao contrário do que possam imaginar, não estou aqui para falar mal do ego ou dizer que vocês precisam eliminá-lo, porque o ego é fundamental para nossa vivência aqui no planeta Terra.

E não só no planeta Terra, mas também na quarta dimensão o ego continua existindo e sendo necessário, ele só começa a ser dissolvido a partir da quinta dimensão.

Só a partir disso começamos a desapegar dessa entidade psíquica, desse personagem.

Por isso é inútil brigarmos com o ego, pois se estamos aqui na terceira dimensão, é porque é aqui que éramos para estar e aqui ele existe. E essa entidade chamada ego deseja tudo, por vários e vários motivos.

Desejar, o que fazer?

Mas então, se estamos aqui com o nosso ego que deseja, o que devemos fazer com nossos desejos?

Buda falava que devemos transcender nossos desejos. Agora, detalhe importante, transcender não quer dizer negar os desejos.

E como transcendemos os nossos desejos? Realizando-os.

Se tiverem a oportunidade de perguntar para um bilionário o que o dinheiro significa para ele, a resposta provável será que não significa nada.

Mas para todas as outras pessoas que não possuem tanto dinheiro assim, elas dirão que dinheiro significa muito.

Isso porque elas desejam ter muito dinheiro, elas associaram que o dinheiro traz milhares de coisas, inclusive a felicidade.

Mas o bilionário sabe que isso não é verdade, ele sabe que há infinitas coisas mais importantes do que o dinheiro, mas ele sabe porque viveu isso.

Então, como fazemos para transcender nossos desejos? Realizando-os.

Como ego, só vamos entender o que um desejo significa quando o conquistamos. Isso acontece até mesmo com banalidades do dia a dia, afinal quantas vezes ficamos namorando um eletrônico, uma roupa, qualquer coisa, alimentando a ideia de que íamos ser tão felizes se tivéssemos aquilo.

Mas quando finalmente compramos o que queremos, essa imensa felicidade que sonhamos sentir dura no máximo dois dias, uma semana depois aquele objeto não significa mais nada, porque assim é o desejo do ego.

Mas só tendo (ou perdendo) entendemos o real valor de algo.

O desejo continua

Como disse, o ego continua na quarta dimensão, então carregamos os desejos que temos nessa realidade de terceira dimensão para a quarta dimensão.

Por exemplo, a pessoa sonha em ser um cantor famoso, é o desejo dela, tudo o que ela mais deseja na vida.

Mas por algum motivo morreu e não conseguiu realizar esse desejo, então levou consigo essa vontade para a quarta dimensão.

Lá essa pessoa ainda quer ser um cantor famoso e quando reencarnar na Terra, trará esse desejo novamente.

Mas vamos supor que esse desejo começou em 1500, na Idade Média, que ela desejou ser um bardo famoso, cantar nas tabernas e todo mundo conhecer, mas morreu antes de realizar essa vontade.

Aí reencarnou no século 17, em outra situação, mas continuou querendo ser um cantor famoso, aquele desejo seguiu pulsando dentro dela. Morreu sem realizar o desejo novamente, reencarnou no século 19 e continua com esse desejo.

Percebam que esse desejo vem vida após vida e enquanto ela não realizá-lo, estará presa nele.

Finalmente quando reencarnou no século 20, se juntou com outras três pessoas com o mesmo desejo, se organizam e fundaram uma banda chamada The Beatles.

Aí os Beatles fizeram um sucesso enorme, o mundo inteiro conheceu os Beatles e então o que a pessoa viu? Que não foi nada. Pois a maioria das vezes que desejamos algo não é do jeito que imaginávamos.

O desejo cria em nossa mente uma ilusão, como acreditar que precisamos ser um músico famoso e o mundo inteiro nos adorar para sermos felizes.

Mas não estou dizendo que desejar é ruim, apenas precisamos estar mais cientes das ilusões que ele traz.

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Desejar e felicidade

Por isso vamos aprofundar agora na relação entre desejo e felicidade, afinal, quase tudo que desejamos é em busca dela.

Jogamos em cima dos nossos desejos a obrigação de nos fazer felizes: “Quando eu for rico, vou ser feliz. Quando tiver aquele carro, vou ser feliz. Se eu tiver aquela pessoa, vou ser feliz”.

E assim delegamos nossa felicidade a fatores externos, damos esse poder para algo que não podemos controlar.

Nunca teremos felicidade dessa forma, porque o único modo de sermos felizes é nos conectando com nossa parte Divina.

Nada, absolutamente nada que está fora de nós, nada que não seja nossa própria essência, vai nos fazer verdadeiramente felizes. Podem até trazer uma felicidade momentânea, mas ela logo passa e deixa um vazio.

Mas como fazer o ego entender isso? Realizando os desejos dele, assim o ego entende que ser um músico famoso e ser adorado pelo mundo inteiro, não trará a felicidade que busca.

Tanto que vemos muitos músicos famosos com vários problemas psicológicos, vícios e se suicidando.

Por isso, quando entendemos que os desejos vem do ego, precisamos nos perguntar: “Por que ele deseja?”

Pois, vamos imaginar que alguém quanto tinha 7 anos foi espancado pelos colegas de escola. E naquele momento essa criança jurou que ia provar que era melhor que todos eles.

Desse modo, fez uma programação inconsciente associando ter dinheiro e bens materiais como a única possibilidade de se mostrar melhor, porque é assim que o ego funciona.

E aí o restante de sua vida passou em cima dessa programação que dizia que o mais importante era ter dinheiro e poder.

Nesse caso, mesmo que a pessoa quando adulto não perceba tão claramente, o desejo do ego em ter dinheiro é por vingança.

Esse é somente um exemplo dos inúmeros sentimentos negativos que podem estar ancorados os desejos do ego.

Um exemplo pessoal que posso compartilhar é que quando era mais jovem queria provar muita coisa para o meu pai, mas só percebi isso no dia em que ele morreu e eu senti um alívio muito grande por poder abandonar aquela pressão.

Somente depois disso comecei a realmente ir atrás dos meus desejos sinceros.

E a diferença crucial entre um desejo e outro é que os desejos que não estão ancorados em sentimentos negativos do ego nos trazem prazer e alegria, mas os que estão, vão nos causar problemas.

Outro exemplo disso encontrei em um vídeo do apresentador Marcelo Tas.

Ele contava que foi a um bar com um amigo muito rico e esse amigo acabou confessando que sentia invejava dele.

O Marcelo Tas ficou perplexo e o amigo justificou dizendo que apesar de ser rico não fazia o que gostava.

O detalhe é que esse amigo sempre teve o desejo de ser rico e acabou conquistou a riqueza que quis, porém quando teve percebeu que não bastava, que o dinheiro por si só não preencheu ele e que queria fazer algo que realmente gostasse de realizar.

Percebam como estamos falando de dois tipos de desejo, o desejo que temos ancorados em sentimentos negativos e o desejo que nos dá real prazer.

Por exemplo, eu desejo ir viajar, porque amo viajar e acredito ser uma das melhores experiências que podem existir na vida.

Então, desejo viajar pelo simples fato de que isso me dará prazer e me dando prazer minha frequência vibracional aumentará e assim atrairei mais coisas boas para minha vida. É assim que esse ciclo benéfico se alimenta.

Desejar e Arquétipos

Outro ponto importante sobre nossos desejos é que eles podem estar programados com um arquétipo.

Arquétipos são programações básicas emitidas pelo Criador e assim como em um jogo escolhemos um personagem antes de começar, a consciência escolhe um arquétipo antes de encarnar.

A consciência faz isso porque quer viver diversos personagens, então em uma vida escolhe o arquétipo do guerreiro, em outra o do agiota, na próxima o do artista, por exemplo. E ela programa o ego para o arquétipo escolhido naquela encarnação.

Quando isso ocorre encarnamos no planeta Terra com um desejo, porque os arquétipos despertam desejos profundos.

Assim, alguém programado com o arquétipo do justiceiro pode ter um grande desejo de ser policial.

O que comumente acontece em nossa sociedade é que as pessoas negam esse desejo do arquétipo porque nem sempre eles são o que a sociedade e a família espera de nós.

Então a pessoa passa a vida inteira como a sensação de que não está no próprio caminho.

Porque quando realizamos o desejo do arquétipo, quando vivemos plenamente a programação feita para essa vida, sentimos paz, sentimos que está tudo certo.

Mas quando vamos contra a programação básica que a consciência fez, podemos conquistar territórios, ter muito dinheiro, poder, o que for, mas continuaremos insatisfeitos.

Sei que devem estar se perguntando como saber o arquétipo que fomos programados e, na verdade, não receberemos uma resposta pronta da espiritualidade.

Por isso, precisamos ir montando um quebra-cabeça conforme vivemos e experienciamos a vida.

Novamente a importância do autoconhecimento, pois o ideal seria que antes de desejarmos algo nós nos conhecêssemos e soubéssemos de qual parte de nós vem esse desejo.

E se a realização de um desejo trouxer paz, prosperidade e harmonia, então tem a ver com o nosso arquétipo.

Mas esqueçam a ideia de missão, nossa conexão com o arquétipo tem a ver com aquilo que nos dá prazer, o que amamos fazer, que nos sentimos conectados ao executar.

Por exemplo, eu tinha uma profissão antes de ser professor em que eu sentia que algo estava errado.

E apesar de ganhar bastante dinheiro, começava o trabalho esgotado e terminava mais esgotado ainda.

Por muito tempo trabalhei por dinheiro, mas chegou um momento que isso não era mais suficiente, eu queria ter prazer, queria acordar da cama com vontade de realizar.

Assim meu desejo deixou de ser externo e passou a ser uma sensação interna de autorrealização, de estar conectado comigo mesmo. Mas só descobrimos esse caminho, essa conexão, experimentando.

Existe um conceito grego que diz que o Criador criou cada criatura para exercer uma função na Terra.

Ele quer, o Criador, através de eu, você, do João e da Maria, experimentar e exercer a individualidade, aquilo que somente nós podemos oferecer.

E quando vamos à favor dessa vontade do Criador tudo flui naturalmente, tudo se encaixa, mas quando vamos contra isso, tudo é difícil, tudo é um sacrifício.

Nessa hora precisamos nos perguntar: “O nosso desejo está nos favorecendo ou nos prejudicando?”

Porque se desejamos ser um jogador de basquete, mas temos um metro e cinquenta, muito provavelmente esse é um desejo que só vai gerar frustração, pois vai contra a nossa natureza.

Visivelmente o Criador não criou esse ego para ser jogador de basquete.

E como vimos, para saber para quê Ele criou temos que pesquisar, fuçar dentro de nós mesmos e experimentar.

Só que até uma certa idade estamos abertos às experiências, mas depois, por uma série de traumas, recalques, programações e crenças limitantes, ficamos com medo do novo.

Porém, não podemos esquecer que nosso tempo aqui é finito e a vida deveria ser um laboratório de experiências para nos conhecermos cada vez mais, para conhecer aquilo que gostamos e o que queremos.

O limite do desejo

Mas, se o ego só aprende o real valor do desejo quando o conquista, devemos então realizar todos os nossos desejos? Não, existe um limite, basta lembrarmos do ensinamento do Mestre Jesus que diz para não fazermos ao próximo o que não queremos que façam com a gente.

Ou seja, o limite do nosso desejo é o próximo.

Se o que queremos vai atrapalhar ou prejudicar alguém, não é um desejo positivo, é um desejo do ego.

Se o que desejamos não vai interferir na vida de ninguém ou vai ajudar, estamos ancorados no bem.

Então, alguém que deseja se relacionar com alguém comprometido vai gerar sofrimento. Pois isso está indo contra o que o Divino quer, Ele jamais geraria sofrimento para alguém ou tomaria uma atitude pensando apenas em si próprio.

Além disso, é bom ter bem claro de onde vem esse desejo, porque é comum que quando a pessoa finalmente acaba com o relacionamento e conquista a pessoa percebe que não a queria tanto assim.

Às vezes o desejo é de se sentir superior, escolhido. E esses desejos mesquinhos sempre serão do ego.

Agora, por que o ego quer isso? Pode ser pelas programações mais absurdas, como querer se vingar da mãe, querer seguir um padrão familiar, querer alguém indisponível, medo da entrega e do amor e etc.

Se formos cavando no psicológico chegamos às programações que usamos para justificar, mesmo que inconscientemente, as nossas ações.

E esses desejos egoicos nos fazem cair em um ciclo sem fim, onde realizamos um desejo para logo querermos outro.

Desse modo ficamos a vida inteira buscando desejos que não vão nos levar a lugar algum. São apenas desejos de autoafirmação, de carência e poder.

Pensem em um grande imperador do passado, certamente ele tinha um grande desejo por poder e assim construiu seu império, mas morreu e onde está esse império? Virou poeira.

Cuidado com o desejar

Outro ponto importante sobre o desejo é que devemos tomar cuidado com o que desejamos, pois muitas vezes não damos conta do que queremos.

Por exemplo, uma pessoa que quer ser influencer e ter 10 milhões de seguidores no Instagram, será que ela está preparada para isso?

Ou a pessoa que deseja ganhar na loteria, será que está preparada para administrar os 40 milhões de reais que surgiram de repente na sua conta? Pergunto a vocês, vocês estariam?

Porque é ilusão achar que vamos ganhar 40 milhões de reais e a vida vai continuar igual, que vamos somente comprar uma casa para a mãe e continuar encontrando os amigos no barzinho no fim de semana.

Estaríamos preparados para as mudanças que 40 milhões traz?

Pois a verdade é que nem sempre queremos pagar o preço pelos nossos desejos.

Alguém que quer ser veterinário, está preparado para a carga dobrada de estudo durante a faculdade? Para lidar com a responsabilidade de ter outra vida nas mãos? Para lidar com a dor, a doença e a morte?

Alguém que deseja uma Ferrari sentiria apenas alegria ao conquistá-la ou andaria na rua com medo de ser roubada e sequestrada?

Então, antes de desejarmos algo devemos nos perguntar se estamos preparados para isso.

Vejam, não estou dizendo que ser veterinário tem somente dificuldades, nem que ter uma Ferrari é ruim, estou alertando para olharmos todas as facetas de algo antes de desejarmos, pois precisamos nos livrar das ilusões românticas para percebermos melhor a realidade de algo.

Para uns ser um músico famoso só vai trazer frustrações e dor, para outros isso realmente vai nutrir seu lado criativo, seu gosto por estar com outras pessoas e etc.

Portanto ser um músico famoso não é positivo nem negativo, a pergunta é se ser um músico famoso vai ser bom para nós.

Se não formos prejudicar ninguém para ser um músico famoso, se isso vai trazer prazer e alegria para nossa vida, se vamos ser mais plenos realizando esse desejo, então é algo bom.

Mas se para ser um músico famoso precisamos ir contra o que acreditamos, fazer coisas que não queremos e prejudicar outras pessoas, isso só trará tormento para nossa vida e para as pessoas em volta, então não é algo bom.

Mas como não existe morte e o tempo é infinito, podemos passar três, quatro vidas desejando algo que não nos leva a nada. Afinal, tudo são experiências conscienciais.

Desejar e a paz

Agora, querer encontrar paz realizando um desejo do ego é ilusão.

Porque a paz não depende do que adquirimos ou conquistamos, a paz é interna.

E enquanto não assimilarmos isso ficaremos almejando uma paz e uma felicidade que estão longe, que estão em uma conquista.

Não nos permitimos ser felizes no agora, não nos permitimos ser felizes com o que temos. Mas a verdade é que se não somos felizes hoje não seremos felizes amanhã, porque a felicidade é acordar todo dia e falar: “Eu vou ser feliz hoje.”

Há períodos nebulosos na vida de todo mundo, momentos em que tudo parece dar errado, que a vontade de se entregar a esse mar de negatividade é grande, mas se não dermos um basta, se nós não decidirmos sair desse buraco e sermos felizes, quem vai?

Ser feliz é nos afastarmos do que nos faz mal e nos aproximarmos do que nos faz bem e isso só é feito com determinação interior.

Porém, esse é um movimento contra a corrente, porque vivemos em uma sociedade que mede seu desenvolvimento por PIB e não por felicidade da população.

Mas o que adianta uma população ser rica se não é feliz? O que adianta uma população estar cercada de bens materiais, conforto, mas estar ansiosa e depressiva?

Só que essas questões são tachadas de bobas pelas pessoas, elas riem de pensamentos assim, embora estejam cada vez mais tristes e insatisfeitas.

Todo esse desejo que a sociedade nutre por bens materiais é ferozmente alimentado pela mídia, pois nos embutem que para sermos felizes precisamos disso, daquilo e daquilo outro.

Existe todo um sistema por trás que quer criar uma sociedade de pessoas constantemente insatisfeitas.

Os desejos do ego são utilizados para nos escravizar, pois precisamos trabalhar 12 horas por dia em empregos que não amamos, fazer um financiamento no banco, pagar três carros em juros, mas ter o carro que mostra para o social que somos bem-sucedidos. E esse ciclo nunca acaba.

Eles sabem que o ponto fraco do ego é a comparação, o ego se recalca quando vê alguém mais bonito, mais inteligente, com mais poder, com mais bens, que parece mais feliz.

E esse recalque leva as pessoas a esquecerem seus valores e fazerem insanidades consigo e com os outros.

Conseguiram criar um sistema pior que o que conhecemos por escravidão, porque as pessoas presas nele não querem sair, não percebem que são constantemente manipuladas.

Voluntariamente se matam de trabalhar, ganham um salário de fome e defendem bilionários porque no fundo tem a ilusão que podem chegar lá também.

Transcender o desejo

Buda falava que temos que transcender nossos desejos para sermos livres. E temos mesmo. Mas não será em uma vida que chegaremos nisso, precisamos de várias vidas para ir realizando nossos desejos, ver onde eles levam e aprender com isso.

Um dia nosso ego compreenderá que não precisa de nada para sermos felizes, que basta deitar na areia e sentir o sol batendo no rosto.

Afinal, as melhores coisas da vida são de graça. Não acredita?

Quem não acredita sugiro o exercício de ficar dois dias no deserto sem água.

Se alguém te oferece 100 barras de ouro ou uma garrafa d’água, tenho certeza que você ia preferir a água.

Ou fica sem comer por uma semana e depois come uma banana, você vai descobrir que banana é a melhor coisa da vida.

Ou fique solitário por uns anos, depois receba o abraço de alguém que você ama, você vai descobrir o valor de um abraço.

Tudo que realmente importa o Criador nos oferece de graça, se a sociedade faz de tudo para mudar essa lógica, precisamos ir contra isso.

Já que essa cultura do desejo desenfreado que nossa sociedade vive está levando o planeta à destruição.

Não vai sobrar uma árvore de pé, um rio limpo, tudo em nome dos desejos, tudo em nome da escravidão.

Mas mais que destruir a natureza, esse é um desejo por autodestruição, porque quando a humanidade não conseguir mais viver aqui, a natureza irá se refazer, mas a nossa sociedade não.

Não estou sendo negativo, estou tentando despertar uma consciência mais ampla dos nossos desejos e ações.

Precisamos parar de olhar somente para a materialidade da terceira dimensão e reclamar do sofrimento na Terra como se ele fosse um castigo divino.

Quando a sociedade vai abrir os olhos e ver que existe uma turma na quarta dimensão que se alimenta desse sofrimento?

Que aqui é apenas a frente de um bastidor muito mais cruel e perverso e que tudo isso funciona em cima dos nossos desejos, da nossa falta de autoconhecimento e inconsciência.

Então sim, como dizia Buda, precisamos transcender nossos desejos e para muitos esse tempo já começou.

Copyright do texto © 2021 Tibério Z

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas.

ISBN nº 978-65-00-23711-5

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