O gráfico Anti-Magia foi incorporado à radiestesia moderna a partir de um pantáculo clássico de proteção. Nas fontes técnicas, ele é apresentado como derivado do “Selo de Salomão” e identificado em literatura de magia como “Pantáculo Neutralizador”, conforme o livro Tratado Completo de Alta Magia, de Vasariah. Em manuais de radiônica e radiestesia, essa base simbólica foi traduzida para um gráfico operacional com instruções claras de uso, mantendo a finalidade específica de neutralização de influências nocivas.
Em língua portuguesa, António Rodrigues inclui o Anti-Magia na família “gráficos com aplicação em magia e proteção” e o organiza ao lado de IAVE, Nove Círculos, Escudo, Símbolo Místico e Quadrado Mágico, consolidando seu uso didático e sua classificação funcional dentro do repertório radiestésico.

Base simbólica e estrutura
A forma emprega o Selo de Salomão como elemento emissor central, pela tradição de proteção associada a esse símbolo. A adaptação radiestésica entende a geometria como fonte de emissão sutil que, aplicada com critérios de orientação e dosagem, visa neutralizar “ondas de magia” e formas-pensamento direcionadas. Essa leitura aparece tanto na exposição conceitual quanto nas instruções práticas que acompanham o gráfico.
Desenvolvimento e equivalentes internacionais
Na escola franco-belga há um equivalente funcional chamado “Escudo” (Le Bouclier), apontado como o primeiro gráfico radiestésico anti-magia publicado em revista técnica (EXDOCIN) e também o primeiro a incorporar um “norte de forma” artificial. Essa peça é descrita como estimuladora de mecanismos de autodefesa psíquica contra agressões rituais.
Outro paralelo internacional é a Forma IAVE, de Jean de La Foye, apresentada como gráfico anti-magia ambiental em obra de Jean-Gaston Bardet. A documentação descreve raio de ação por massa da prancha e uso para proteção de locais, além de versões e ajustes técnicos divulgados por Rodrigues.
Para que serve
O gráfico Anti-Magia serve como uma ferramenta de proteção energética. Sua principal função é neutralizar influências externas negativas, como formas-pensamento destrutivas, práticas de magia direcionadas, inveja ou cargas vibracionais que possam afetar pessoas ou ambientes.
Ele cria uma barreira protetora que estabiliza o campo energético, reduzindo interferências e fortalecendo a harmonia vibracional. Dentro da radiestesia clássica, ele é classificado como um gráfico de defesa, atuando de maneira preventiva e corretiva contra energias indesejadas.
Como utilizar
O primeiro passo é alinhar o gráfico ao norte magnético, garantindo que sua radiação seja emitida corretamente.
No centro do desenho coloca-se um testemunho, que pode ser uma foto, o nome escrito ou outro elemento que represente a pessoa, objeto ou local a ser protegido. Para determinar o tempo adequado de permanência do testemunho sobre o gráfico, recomenda-se o uso do pêndulo radiestésico. Assim, evita-se tanto a aplicação insuficiente quanto a exposição excessiva.
Depois do período indicado, retira-se o testemunho, avaliando se há necessidade de repetir a prática em outra sessão. O uso contínuo sem controle não é recomendado, pois pode gerar saturação energética.
Esse procedimento simples assegura que o gráfico atue de forma equilibrada, segura e dentro dos princípios estabelecidos da radiestesia.
Referências essenciais
A classificação do Anti-Magia e sua presença no conjunto de “magia e proteção” constam no sumário e nas seções correspondentes do livro “Os Gráficos em Radiestesia”, de António Rodrigues, que também registra o Escudo, a Forma IAVE e demais peças correlatas. As instruções operacionais e a filiação ao “Pantáculo Neutralizador” de Vasariah aparecem detalhadas em “Radiônica – Ciência da Magia”, de Mauro Pasqualetti.







