lei da correspondência
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Lei da Correspondência – Lei Hermética 2

A lei da correspondência fala: “O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima.” Nesse artigo vamos refletir sobre essa questão.

Vamos começar nossa reflexão sobre esse princípio hermético supondo que Deus lança na dimensão mais superior o seu sonho original através do que conhecemos aqui na Terra como arquétipos.

Os arquétipos são as grandes formas de Deus, as formas que Ele usa para criar.

Depois, através de um processo de cópia e cola, esses arquétipos são mandados dimensão após dimensão, criando todas as realidades.

Sim, podemos dizer que o sonho de Deus é um grande copia e cola.

Lembrando, essa é uma explicação didática e hipotética de algo profundo e abstrato, porém precisamos disso para começarmos a compreender.

Novamente, existe o grande sonho de Deus, o primeiro sonho Dele, que são os arquétipos. Então Ele vem copiando e colando dimensão após dimensão esse primeiro sonho.

Expansão da consciência hermetismo

Quem é de alguma escola de magia ou umbandista, provavelmente está familiarizado com os famosos Sete Raios.

Quando dizemos que pertencemos a um raio, estamos dizendo que pertencemos a um conjunto de sonhos de arquétipo e que estamos sendo copiados e colados, inclusive o ego, junto desse arquétipo.

Existem infinitos arquétipos, como o do guerreiro, o do sábio e o da donzela. E na verdade, tudo possui um arquétipo.

Inclusive a nossa organização celular é uma organização arquetípica.

Portanto, existe o arquétipo da célula que vem sendo copiado e colado em todas as dimensões até chegar aqui.

O filósofo Espinosa dizia: “Quer compreender Deus? Compreenda a natureza.” Os Taoistas, aliás, falavam muito antes a mesma coisa.

Porque o que está aqui é o que está lá. Ou seja, o que está na terceira dimensão é um reflexo do que está na quarta, na quinta e assim por diante.

Porém, esse reflexo é distorcido, por causa da redução energética que ocorre de uma dimensão para outra.

Por isso que as dimensões ao mesmo tempo que são iguais são muito diferentes, afinal é o mesmo molde, os mesmos arquétipos, mas dentro da capacidade energética de cada dimensão.

Por exemplo, na dimensão astral também temos a ideia de um veículo que transporta pessoas, mas não exatamente como os carros daqui.

curso de projeção astral

Porque eles estão em uma dimensão onde há maior expansão de consciência, assim pegam faixas de ondas maiores do sonho do Criador e conseguem transformar essas faixas em realidades mais avançadas.

Na quinta dimensão, a dimensão mental, começamos a perder a forma, mas os arquétipos continuam e a ideia de que tudo é pensamento também.

Por exemplo, se fizermos uma projeção mental e pararmos na quinta dimensão, vamos ver a geometria sagrada, pois é assim que essa dimensão se manifesta.

Veremos triângulos, círculos, mandalas… Inclusive, em níveis mais avançados de meditação, podemos ver mandalas e isso é, na verdade, uma projeção mental para a quinta dimensão.

E o mais incrível é que também somos uma mandala, porque na quinta dimensão usamos o corpo da quinta dimensão.

As mandalas têm individualidade, personalidade, ego e consciência.

Elas podem se conectar com outras mandalas e transferir formas pensamento.

Por exemplo, uma mandala quer transferir para outra a imagem de um parque, então a forma pensamento do parque vai até a consciência da outra mandala e forma a imagem para ela.

Portanto as formas continuam existindo, porém vão ficando cada vez mais mentais.

Ao ponto de, por exemplo, chegarmos na sétima dimensão e não existir mais nenhuma forma aparente, apenas bolinhas de energia, bilhões delas.

E quando uma bolinha de energia se conecta com a outra, consegue transferir todo conhecimento que tem através de fluxos de pensamento.

E se querem se conectar no alto de uma montanha, por exemplo, elas se juntam e criam mentalmente o topo da montanha e ficam lá.

Mas não precisamos ir “tão longe” para observar esse princípio hermético, pois todo conhecimento que precisamos está na natureza.

Jesus dizia: “Quer me conhecer? Levante uma pedra e estarei lá.” O que ele quis dizer com isso? Que está na nossa frente, pois essa realidade é uma cópia de toda a realidade que existe.

Platão dizia que a realidade física é uma cópia imperfeita do mundo das ideias.

Eu não digo que seja imperfeita, digo que é uma cópia dentro das condições energéticas da terceira dimensão. E o mito da caverna de Platão é apoiado sobre isso.

No mito da caverna de Platão um grupo de pessoas se mantinha dentro de uma caverna, todos virados para as paredes, olhando somente as sombras refletidas nelas.

Um dia um deles sai da caverna e percebe que a realidade estava do lado de fora da caverna, eles viam apenas sombras lá dentro.

Então ele decide voltar e contar para as pessoas sobre a sua magnífica descoberta, mas ninguém acredita nela, todos continuam achando que apenas as sombras existem e são reais.

Espiritualidade e Expansão da Consciência

Com isso vemos que os gregos e a mitologia se esforçaram para ilustrar arquétipos através das suas figuras.

Por exemplo, Vênus era a representação do amor máximo, porque nós como humanos não somos capazes de sentir esse amor.

Mas conseguimos entender um pouco do que ele é porque o que está aqui, está lá. O amor que uma mãe sente quando abraça seu filho é uma porção pequena do amor incondicional de Deus.

Seguindo essa lógica, podemos perceber que tudo que experienciamos na terceira dimensão está em pequenas frações.

Porque o que está lá, está aqui, porém veio através de reduções energéticas. Por isso que a reencarnação é uma benção para seres atormentados por alguma emoção.

Uma emoção na quarta dimensão é ampliada em pelo menos 10 vezes comparado à terceira dimensão.

Então quando alguém está no astral, às vezes por muitos e muitos anos em surto psicótico, com um ódio profundo, sem conseguir lidar com essa emoção tão exacerbada, recebe a benção da reencarnação.

Pois é necessário que ela volte para esse corpo de reduzida capacidade energética para que o ódio também reduza e assim tenha mais possibilidade de lidar com ele.

Com esse exemplo, acredito ter ficado claro que esse princípio hermético é válido para o “positivo” e para o “negativo”.

Lembrando que todos nós fazemos projeção astral à noite e vamos para a quarta dimensão.

E se queremos fazer isso conscientemente, podemos através do estudo e da prática, então o que existe lá não é fechado para nós e é mais uma valiosa oportunidade de observação desse princípio hermético.

Como vimos, na quarta dimensão tudo é ampliado, por isso que o pior local possível no planeta Terra não é páreo para o pior local de lá, como por exemplo, o umbral.

Assim como o melhor local da Terra também não é páreo para o melhor local do plano astral.

Outra possibilidade de observar esse princípio é buscar na internet matérias que fazem a comparação entre o mundo macro e o mundo micro.

Por exemplo, a comparação entre os olhos e as galáxias, entre as células vegetais e uma colmeia e etc. Assim, percebemos que existem estruturas fundamentais no universo e que tudo que está em cima, está embaixo.

lei da correspondência

Pois se queremos compreender o espiritual, se queremos compreender Deus, precisamos compreender a natureza e fazemos isso através da observação.

Não precisamos ir longe, nem buscar o mundo espiritual lá, o mundo espiritual também está aqui.

A ciência moderna separou o físico do espiritual, mas é tudo uma coisa só.

Podem apresentar um aspecto dual, mas tudo é físico e espiritual ao mesmo tempo.

Descartes decretou que tudo que não pudesse ser provado pela ciência não existiria ou seria considerado místico.

Esse pensamento que busca excluir uma parte da realidade cria essa cegueira social em que estamos. Claro, devemos estudar o material, afinal nós existimos.

Mas nós também não existimos, então deveríamos também estudar essa parte. Sem isso a equação não fecha, pois tudo é material e espiritual.

Não vamos compreender Deus, mas precisamos compreender o sonho de Deus. E seria simples se nos permitíssemos observar.

Olhar um rio, olhar como um passarinho cuida do seu filhote, olhar como um crocodilo ataca sua presa, olhar como uma folha cai da árvore.

Não é à toa que a iluminação acontece em momentos simples. Se está observando uma árvore, vendo uma folha cair e aí se compreende profundamente o sonho de Deus.

A história da maioria dos iluminados que passaram pelo planeta Terra é similar a essa.

E aí podemos pensar: “Mas uma árvore pode trazer essa profundidade?” Sim, pode. Porque o que está em cima, está embaixo.

E quando nos conectamos com o conhecimento de uma folha caindo da árvore tudo se conecta. A consciência se expande de uma vez e há um salto quântico.

Mas quanto tempo investimos na observação da natureza ou do que quer que seja? Estamos sempre no mundo virtual dos nossos pensamentos.

espiritualidade e atenção plena

Para o nosso cérebro todas as folhas são iguais, todas as flores são iguais, ele não quer perder tempo com isso.

A arte da contemplação foi totalmente perdida no ocidente. E Buda já ensinava que as duas formas de expansão da consciência são a meditação e a contemplação.

A meditação é o ato de se observar e silenciar a mente. E a contemplação é o ato de observar O Criador, porque tudo é o Criador.

Então quando sentamos e contemplamos uma montanha, estamos contemplando o sonho do Criador e assim mais próximos de entendê-lo.

E quando compreendemos o sonho do Criador expandimos nossa consciência, nos afastamos um pouco da ignorância e aliviamos nosso sofrimento.

Afinal sofremos porque somos ignorantes, por nosso total desconhecimento do sonho Divino.

Porém, hoje em dia, se passarmos um dia em contemplação, grandes chances de sermos chamados de vagabundos ou loucos.

Percebam como o materialismo nos afasta da ideia de que o que está embaixo está em cima.

Acreditamos que só existe o mundo material, o espiritual se existe é longe daqui ou algo para ser pensado só depois da morte. Mas o espiritual é aqui e agora.

Não existe essa divisão. É um único sonho do Criador. É o próprio Criador. Como Ele poderia ser dividido?

Não há divisões dentro Dele, é uma única matéria em tudo. Então, o que se manifesta na terceira dimensão é o que está em todas as dimensões.

Como disse, está tudo aqui na nossa frente, afinal é um grande cópia e cola de cima para baixo e de baixo para cima.

Tudo se originando através dos arquétipos e vindo dimensão à dimensão. Os arquétipos fundamentais do Criador são a geometria sagrada.

Os alquimistas cientes disso já associavam formas geométricas com elementos, conhecimento que também foi desenvolvido por Platão, como vimos nas aulas anteriores.

Platão dizia que o dodecaedro era a forma de Deus, a forma do universo. E atualmente, na mecânica quântica, há uma teoria que diz que as supercordas que originam o universo são formadas por dodecaedros.

Tudo que chamamos de matéria são os dodecaedros vibrando e criando a realidade material.

E Platão já falou isso há tanto tempo. Aliás, muito do que os físicos falam e estudam hoje, está nos sutras indianos escritos há milhares de anos.

Claro, esse conhecimento está nos livros sagrados de uma maneira figurada, folclórica até, mas está lá.

Então, as formas geométricas são os arquétipos básicos, que interagem entre si e vão criando tudo.

Elas vão compondo os átomos, os átomos vão formando as moléculas, as moléculas vão formado as células e todos os materiais que existem. Isso de cima para baixo e de baixo para cima.

Copyright do texto © 2021 Tibério Z

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas.

ISBN: 978-65-00-32437-2

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