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Lei do gênero – Lei hermética 7

A lei do gênero, a sétima lei hermética nos leva a refletir mais profundamente sobre o conceito de Yin e Yang.

“O Gênero está em tudo; tudo tem seus Princípios Masculino e Feminino; O Gênero se manifesta em todos os planos.”

Quando falamos de gênero estamos falando das energias yin e yang, feminino e masculino.

Além disso, o gênero está intimamente ligado com o ritmo, assim como a onda é formada por picos e vales.

Anteriormente comentamos sobre como a separação sexual de homem e mulher existe somente no corpo físico. Energeticamente, todos temos a energia masculina e a energia feminina.

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A energia masculina é a energia Yang, uma energia de ação, de conquista e de expansão. A energia feminina é a energia Yin, uma energia introspectiva, de reflexão e de geração.

A questão é que nossa sociedade dividiu tudo em “coisas de homem ou de mulher”.

Então, de acordo com nossa sociedade, o homem não pode ser sensível e a mulher não pode ser expansiva e conquistadora.

Só que obviamente existem mulheres que possuem a energia masculina mais proeminente e por isso expressam naturalmente essas características que a sociedade teima em associar aos homens.

Assim como existem homens com a energia feminina proeminente e que sofrem por não se encaixarem no padrão esperado.

Quero deixar claro que essa questão energética não tem a ver com preferências sexuais.

Não é porque um homem tem uma energia mais feminina que ele é homossexual e o mesmo vale para as mulheres.

Não estamos falando de sexo, órgãos sexuais ou de sexualidade aqui e sim de tipos de energia.

E existem dois tipos de energia no Universo, dois tipos de frequência, a feminina e a masculina.

Um homem com mais energia feminina é um homem mais introspectivo, criativo e gerador.

Uma mulher com mais energia masculina é uma mulher de ação, de conquista e expansão. E não há nenhum problema nisso.

O problema está nessa divisão absurda que criaram, de que mulheres usam rosa e homens usam azul, que mulheres ficam em casa cuidando dos filhos e homens trabalham fora.

Porque obviamente muitas pessoas não se encaixam nisso e não são felizes tentando corresponder a essas expectativas.

Essa divisão de tarefas vem da pré-história. O homem ia caçar e a mulher cuidava do campo e dos filhos, mas isso já tem mais de 15 mil anos.

Certamente não precisamos mais reproduzir esse conceito obsoleto, devemos evoluir.

Afinal, existem homens que gostam de ficar em casa, cuidar da família e dos filhos e existem mulheres que gostam trabalhar fora.

Porém, na tentativa de acabar com essa divisão, devemos cuidar para não polarizar, e por exemplo, acreditar que todas as mulheres são obrigadas a trabalhar fora.

Devemos ter atenção com os exageros tão facilmente criados por nossa sociedade.

Uma mulher pode querer abdicar de uma carreira para cuidar do lar, desde que seja uma decisão consciente, e ser feliz assim. Isso não faz dela uma mulher antiga.

Do mesmo modo um homem pode querer abdicar de uma carreira para cuidar do lar e isso não faz dele um vagabundo.

Aliás, algumas famílias já estão adotando esse formato, usando a metáfora da pré-história, a mulher yang sai para caçar e o homem yin fica cuidando da plantação.

E qual o problema disso? Nenhum. Apenas precisamos compreender que todos somos as duas energias e uma delas é mais predominante.

Esse padrão ocorre em tudo que está manifestado e até mesmo um projeto pode estar mais feminino ou mais masculino.

Mas aproveito para dizer que em termos práticos, devemos começar um projeto com a energia feminina, uma energia de refletir, gerar e construir.

Para só depois partimos para a energia masculina, uma energia de conquistar e expandir esse projeto. E como tudo é cíclico, essa energia alternará.

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E claro, em nossa vida também observamos que temos fases mais Yin e fases mais Yang.

Fases que são mais introspectivas e geradoras se alternam com fases que são mais extrovertidas e expansivas.

Quando falamos em gerar no sentido feminino, remetemos ao útero como uma metáfora de um ser que cria algo dentro de si e coloca no mundo. Mas basicamente gerar é mental, tudo sai da mente.

Em todas as lendas, os Deuses foram gerados por mulheres. O próprio Mestre Jesus foi gerado por Maria, uma mulher.

E as mulheres frequentemente são a representação da energia feminina por sua capacidade de gestar e parir.

O princípio feminino é criativo, por isso a criatividade está ligada a essa energia.

E é por isso que homens com energia masculina em excesso são menos criativos.

Mas a partir do momento que algo é criado na mente, precisará da energia masculina para ser materializado.

Por exemplo, conceber um livro na mente, pensar no que escrever, elaborar as ideias, imaginá-lo, tudo isso é energia feminina.

Escrever o livro, imprimir, distribuir e vender é energia masculina.

Ou seja, um não funciona sem o outro. Afinal, o que adiantaria termos um livro na cabeça e não conseguirmos colocá-lo no mundo? Ou como colocaríamos qualquer coisa no mundo sem ter passado pela mente antes?

Então, precisamos compreender que somos femininos e masculinos. E mais que isso, precisamos desenvolver a sabedoria de usar as duas partes.

Infelizmente, a maioria das pessoas não entende o yin e o yang, há muita desinformação e preconceito.

Se falamos que um homem também é feminino, isso soa como uma ofensa, talvez achem que estamos falando de sua sexualidade.

Na verdade essas pessoas não compreendem essas energias e não sabem lidar com elas, por isso tantas pessoas presas no excesso de yang.

O ser completo é aquele que usa as duas energias que estão em si com sabedoria. Esse ser é o equilíbrio entre a reflexão e a ação.

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Ele gera, cria, imagina, utiliza dessa força criativa mental e depois transforma isso em realidade tridimensional usando a energia masculina.

Apesar de simples, a maioria de nós está distante desse equilíbrio porque nossa sociedade ocidental não compreende o princípio da dualidade, de que tudo é e não é.

Acreditamos que algo é masculino ou feminino, que é uma energia engessada, que não tem ritmo e não flui.

Isso gera desigualdade entre homens e mulheres, toda essa guerra e jogo de poder sem sentido, quando bastaria compreendermos que somos os dois e que oscilamos entre eles.

Novamente, as leis não estão separadas, elas se completam, uma é a outra, somos Yin e Yang.

E se tivermos sabedoria aproveitamos os momentos do dia em que estamos com a energia feminina em alta para usar a criatividade, criar e gestar os projetos.

Assim como aproveitaremos os momentos em que estamos com a energia masculina em alta para agir e materializar.

O sábio compreende o yin e o yang, compreende a delicadeza e a força que há neles.

Sabe que para cortar lenha precisa de força e para plantar um frágil broto precisa de delicadeza. O sábio não luta contra isso. Ele usa a força e a delicadeza a seu favor.

Assim como há momentos em nosso dia que temos que ser incisivos, que precisamos usar uma energia mais masculina, delimitando assertivamente nosso espaço e condições, há momentos em que precisamos ser delicados.

Precisamos usar as duas energias, o yin e o yang.

Ou vamos ser delicados com uma pessoa que nos atormenta dia e noite? Em algum momento teremos que usar uma energia mais agressiva para cessar essa invasão. Como há momentos em que acolhemos alguém triste em um abraço.

Agora, se formos agressivos o tempo todo ou delicados o tempo todo, com certeza enfrentaremos muitas dificuldades na vida, pois simplesmente não funciona assim.

Quem trabalha com equipe sabe que há momentos que demandam delicadeza e momentos que demandam firmeza.

Mas fazer isso com sabedoria exige ler os ciclos do grupo e o ciclo de cada pessoa. Pois algumas pessoas funcionam com mais delicadeza e outras com mais firmeza.

É o que Buda falava das cordas do violão, se apertar demais, estoura, se afrouxar demais, não toca.

O equilíbrio entre o masculino e o feminino é um ponto em constante mudança, mas para “tocarmos” temos que saber usar as duas energias.

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Por isso é um problema nos definirmos e limitarmos como sendo um ou outro, negarmos em nós uma das energias.

Sem o feminino ficamos somente nas ações impensadas e na reatividade. Sem o masculino não materializamos e não delimitamos nosso espaço, seja físico ou energético.

Os animais costumam navegar entre as duas energias com primor. Um cachorro brinca, faz carinho, repousa, mas se alguém invadir o território dele, ele rosna.

Ele sabe que ambas energias são para serem usadas.

Afinal, quem põe o limite somos nós, usando a energia masculina dizemos até onde o outro pode ir.

Assim como com a energia feminina acolhemos o outro em nosso espaço.

A sabedoria está em colocar limites e acolher lendo os ciclos e as pessoas e assim permitir que tudo flua naturalmente.

Copyright do texto © 2021 Tibério Z

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas.

ISBN: 978-65-00-32437-2

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