lei do ritmo
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp

Lei do ritmo – Lei Hermética 5

A lei do ritmo é a quinta lei hermética e é o tema desse artigo.

“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”.

Para entendermos o ritmo vamos retornar ao conceito de frequência.

Lei do Ritmo e frequência vibracional

Vimos que tudo é frequência e a frequência é algo ritmado. Então, se tudo é frequência, tudo tem ritmo. E esse ritmo pode ser rápido ou lento.

Essa lei se manifesta em nossa realidade objetiva, por exemplo, nas quatro estações do ano, que sempre se sucedem e na mesma ordem.

Também temos o ciclo de noite e dia, que sucede ininterruptamente. Temos o ciclo 365 dias em que a Terra dá a volta no Sol.

Absolutamente tudo na natureza é rítmico e cíclico. As batidas do coração são rítmicas, seja batendo mais rápido ou mais lento, as células possuem um ritmo fisiológico, a sinapse cerebral é rítmica. Tudo tem um ritmo.

Expansão da consciência hermetismo

Mas o ser humano moderno vive totalmente fora do ritmo da natureza.

Os antigos ou as pessoas que trabalham na terra, ainda possuem uma noção mais profunda de ritmo.

Porque quem planta compreende que quando coloca uma semente na terra, ela demora x tempo para nascer.

Porém, a maioria de nós está sempre tentando acelerar o ritmo da natureza, causando uma série de fobias e desordens mentais, como a síndrome do pânico, o burnout, a ansiedade e etc.

O ritmo da natureza é Yin e Yang, são os ritmos que se alternam. Dia e noite, cheia e vazante, quente e frio.

Esse ritmo natural também influencia nossa vida pessoal, seja nas tarefas do dia a dia, nos momentos de alegria e tristeza ou mesmo se olharmos o todo da vida e vermos todos os altos e baixos que passamos.

Por isso que os taoistas ensinavam que devemos deixar o rio da vida nos conduzir.

Não se alegrar demais nos momentos de pico, nem se deprimir nos momentos de baixa, porque esse é o ritmo da vida e não podemos evitá-lo.

Sempre haverá momentos de expansão e momentos de retração. Aliás, o próprio universo tem uma pulsação própria, estando agora em expansão, mas um dia entrará em retração.

Com nossa vida ocorre igual e qualquer projeto que empreendemos exige um tempo certo para germinar e dar frutos. Assim como uma árvore necessita de tempo para dar seus frutos.

Mas nossa sociedade quer que a árvore cresça e frutifique mais rápido do que seu tempo natural.

Lei do ritmo e sociedade humana

Um exemplo de que não entendemos os ciclos da natureza é o coronavírus. Como a humanidade imaginou que não aconteceria uma nova pandemia? Se desde que o homem existe, existem ciclos pandêmicos? A natureza já mostrou claramente isso para nós.

Era óbvio que aconteceria cedo ou tarde. Alias, nos últimos vinte anos a natureza vinha mostrando que isso estava em um crescente. Aí aconteceu, todo mundo se chocou, por quê? Porque não conseguimos ver os ciclos.

Porque se conseguíssemos, como sociedade, ver os ciclos, estaríamos preparados para o que aconteceu. E quando digo preparado falo de recursos econômicos, laboratoriais, hospitais, tudo pronto, só esperando o ciclo vir.

No verão o esquilo armazena nozes para não morrer de fome no inverno. Ele armazena na alta, pois sabe que a onda vai cair e assim pode sobreviver até que ela volte a subir.

A natureza inteira faz isso, porque os animais estão conectados com o ritmo natural e o reconhecem instintivamente.

Mas se não conseguimos fluir com os ciclos instintivamente, deveríamos observar a história.

Por exemplo, temos história suficiente no planeta Terra para saber que existem ciclos de prosperidade e de depressão econômica.

E os desastres econômicos acontecem quando acreditamos que um pico de alta durará para sempre.

Nesse caso, as pessoas gastam sem pensar no futuro, esquecem que se a onda está em cima, uma hora descerá. E quando desce elas se desesperam pois sentem que foram pegas de surpresa.

Precisamos aprender que tudo está vibrando. E a vibração é onda. E a onda tem picos e vales. A onda sobe e a onda desce.

curso de terapeuta vibracional

Sabedoria é saber que quando estamos em cima devemos nos preparar para quando descermos.

É sábio estar sempre um passo à frente da queda da onda, tanto a nível pessoal, como social.

Inclusive com nosso corpo físico, pois em algum momento ficaremos doentes, isso é certo.

Tirando uma minoria que morre dormindo ou de acidente, vamos morrer por alguma doença e isso precisa ser considerado.

Até mesmo momentos de doenças existirão, como uma gripe ou uma dor de cabeça, por exemplo.

Isso porque nosso corpo alterna períodos de energia alta e de energia baixa.

A sabedoria nesse caso é estando consciente dessa oscilação natural do corpo, deixá-lo o máximo possível preparado, forte e nutrido, para quando vier uma doença esse processo ser minimizado.

Os taoistas tinham essa sabedoria, por isso não se preocupavam com os ciclos da vida, eles simplesmente se mantinham preparados.

Além disso, estavam conscientes que o excesso de comemoração na alta, rapidamente se transformaria em depressão na baixa.

Sei que muitos podem questionar se a prosperidade não é eterna, mas basta observarmos nossas vidas e veremos que existem ciclos de prosperidade.

Então há momentos em que ganhamos muito e momentos em que os projetos mínguam ou terminam.

Uma árvore não dá frutos para sempre, um dia chega o momento que ela termina o seu ciclo.

E se queremos ter frutas sempre, precisamos nos atentar para não depender de uma única árvore.

A sabedoria vem de observar a ciclicidade da natureza e não ser pego no susto por ela. Quanto mais preparo temos, menos dano a baixa causa.

Então, quando nossa vida está indo muito bem, estamos vendendo, projetos andando, devemos guardar uma parte dessa colheita abundante para quando o inverno chegar.

E assim, quando o ciclo de baixa chegar, não ficaremos deprimidos ou tristes porque sabemos ser um ciclo natural, não um fracasso ou uma vingança do destino.

Além disso, ele estará diminuído porque guardamos algumas nozes no armário.

A vida faz um movimento pendular, ela oscila, vai e vem, assim como tudo nela.

Tudo possui um ritmo e podemos observá-lo facilmente nos nossos ciclos de sono e vigília, de fome e saciedade, que são exemplos da alternância entre yin e yang ocorrendo no nosso corpo.

Como vimos, tudo é frequência vibracional e a frequência vibra, a natureza da frequência é oscilar. Sem a oscilação a frequência não seria uma frequência e sim uma linha reta.

Mas caímos na ilusão de achar que nossa vida é uma linha reta, que não passaremos por altos e baixos, que será sempre linear.

E essa expectativa por uma vida linear traz muito sofrimento.

Novamente, a causa de todo sofrimento é a ignorância. Pois se estamos dentro do sonho de Deus e não nos adaptamos a ele, inevitavelmente sofreremos. Por isso é fundamental compreender que tudo é rítmico.

Espiritualidade e Expansão da Consciência

Um relacionamento possui altos e baixos, um trabalho possui altos e baixos, há projetos que dão certo e outros que não. Está tudo bem e faz parte do ritmo.

Mas sofremos porque não queremos passar pelos períodos de baixa, queremos que a vida seja do nosso modo.

Esquecemos que talvez esse projeto atual não tenha dado certo, mas quantos anteriores a ele deram? Não é toda árvore que dá fruto, não é toda semente que brota.

Mas muitas sim e dessas precisamos guardar um pouco dos frutos para compensar as que não deram.

Um agricultor não planta apenas um pé de alface e reza para aquele pé vingar, ele planta vários porque sabe que alguns morrerão na geada, outros serão comidos por bichos e o que sobrar será a produção dele.

Por isso dedicar a vida a um único projeto é arriscado e não podemos esquecer que ele terá seu ciclo de baixa.

Mas se temos uma reserva financeira e criamos projetos paralelos, cada um em uma fase diferente do ciclo, nossas chances de lidar positivamente com as oscilações são maiores.

Os investidores sabem disso e recomendam que pulverizemos nossos investimentos.

Por exemplo, investir parte do dinheiro em imóvel, parte em dólar, parte em ação.

Porque assim se as ações caírem, o aumento do dólar compensa, se o dólar despencar, os imóveis seguram a diferença. Um compensa o outro. Isso é sabedoria.

espiritualidade e prosperidade

Por isso existem pessoas ganhando dinheiro apesar da crise, elas conhecem os ciclos e sabem utilizá-los em seu benefício.

Esses são exemplos bem práticos e ilustrativos de como aplicar a sabedoria do ciclo na vida diária positivamente.

Se aplicamos a sabedoria do ciclo em todos aspectos da vida, tudo fica mais fácil. Mas precisamos tirar da cabeça a ideia de linearidade.

Lei do ritmo e a natureza

Não existe linearidade e constância na natureza, só alternância. E isso não é algo ruim, lembrem-se, quando a noite chega podemos ver as estrelas.

Então, se estamos em um ciclo de baixa no trabalho, por exemplo, aproveitamos para estudar, para rever metas e projetos. Se as reservas financeiras foram feitas, melhor ainda.

É o que falamos sobre inverno e verão, no inverno aproveitamos a energia Yin predominante para nos interiorizarmos.

Pois quando a energia está yin e a vida se retraiu, é o momento de refletirmos, de planejarmos, de criar caminhos, porque chegará o momento yang, em que deveremos agir e executar.

Mas queremos partir para o yang direto, criar algo sem ter tido o momento yin, executar sem planejar.

A sabedoria é observar a natureza e perceber que toda árvore foi semente. E portanto, querer a árvore pronta sem ter plantado a semente é não obedecer o ciclo da natureza.

Todo projeto começa com Yin, com planejamento, é o momento da mente e a mente é tudo.

E aí chegará o momento Yang em que jogamos nossa ideia para o mundo. Nessa fase é importante sabermos regar a semente um pouquinho todo dia e esperar o tempo que ela precisa para frutificar.

Não é entrar em uma empresa como estagiário e querer em dois anos ser diretor.

Quando temos esse tipo de expectativa nos frustramos e por não entendermos os ciclos naturais podemos desenvolver depressão, síndrome do pânico, ansiedade.

Todos esses exemplos são para vermos como essa ideia do ciclo se aplica em tudo na nossa vida.

Outro exemplo seria de alguém que é elogiado no serviço e acaba se sentindo superior aos demais funcionários e se envaidece de si.

Mas com certeza em algum momento essa pessoa fará algo não tão bom e será repreendida. Aí se sentirá a pior das criaturas, inferior e pegará ranço de quem a repreendeu.

Só que é ingenuidade querer estar sempre em alta, querer ser o melhor funcionário do mundo para sempre.

É óbvio que teremos momentos de trabalhos ótimos e momentos de trabalhos não tão bons assim.

Haverão dias que as ideias não virão, que a mente não vai colaborar, que tudo que dava certo não dará. Paciência.

Dentro das nossas possibilidades precisamos respeitar os nossos ciclos.

Um escritor terá momentos em que sentará para escrever e não vai sair nada. Deve ficar insistindo? Melhor não. Provavelmente ele está em um momento Yin, precisando interiorizar.

A verdade é que podemos até tentar mas não conseguimos forçar os ciclos da natureza.

Quando o fluxo está no sentido de colocar para fora, de entrar em ação, em duas horas de trabalho fazemos tudo que em outros momentos levamos o dia inteiro pra fazer.

Assim como também há dias em que a tarefa mais simples exige muito de nós. E está tudo bem.

É isso que os taoistas falam, não importa onde a vida nos leve, está tudo certo.

Devemos parar de brigar com o rio da vida, parar de tentar ir contra o fluxo natural. A sabedoria é, conhecendo a alternância dos ciclos, estarmos preparados para suas altas e baixas.

É também sabermos que ser e fazer são duas coisas diferentes. Podemos estar em um momento de ser ou em um momento de fazer.

E portanto, tentar viver sempre na energia Yang, sem parar para pensar, para refletir, entender as variáveis, é antinatural.

Até porque através da inteligência humana somos capazes de prever possíveis consequências das nossas ações.

E tudo que fazemos ou deixamos de fazer está sob a lei de causa e efeito, que veremos a seguir em nosso curso. Nós conseguimos até certo ponto prever onde nossas ações vão nos levar.

cursos sobre espiritualidade projeção astral

Além disso, tentar viver em uma energia frenética de Yang, igual nossa sociedade diz ser a única ideal, nos distancia de nossa criatividade. Esse é um dos motivos do mundo estar tão carente de novas (e boas) ideias.

O que torna o ser humano um ser humano não é a inteligência, é a criatividade. Inteligência é a capacidade de resolver problemas, criatividade é a capacidade de criar coisas na mente e trazê-las para o mundo. E foi essa capacidade de criar que trouxe um salto evolutivo para nós.

A roda, antes de existir, esteve na mente de uma pessoa.

Qualquer projeto que vemos hoje, antes de existir, esteve na mente de uma ou várias pessoas. Por mais que nossa tecnologia aparente modernidade, as pessoas estão mais do mesmo, não temos uma grande revolução cultural desde os anos 60.

A criatividade está cada vez mais pobre, vide nossa baixíssima qualidade artística na maior parte do que produzimos como sociedade.

São repetições em cima de repetições. Tudo porque não aceitamos a energia yin, não aceitamos o momento de retrair e refletir.

As pessoas estão sempre a ponto de explodir de tanta tensão que colocam no fazer. E muitas vezes nem sabem porque estão fazendo o que estão fazendo.

Não nos permitimos nem mesmos pequenos momentos de pausa no dia a dia, momentos para ficar com a gente mesmo, para contemplar.

Quando nos permitimos um lazer estamos com a mente em outra coisa. Estamos com o filho no parque, mas pensando na rede social.

Estamos lendo um livro, mas pensando no trabalho. Mas ler um livro não é simplesmente sentar e ler, é estar focado nele.

Fazer uma ação pensando em outra nos coloca totalmente fora do ritmo. Sabemos que se passarmos cinco dias acordados, nossa mente pifará, entrará em pane.

Mas, de certo modo, estamos fazendo isso com nossa mente quando a mantemos sempre hiperativa.

Nos forçamos a estar sempre produtivos e quando a curva começa a cair, quando estamos nos dias improdutivos, nos dias yin, não aceitamos.

Trazemos à tona a cobrança e o autojulgamento, porque esperamos cumprir o ritmo de trabalho de 8 horas diárias que a sociedade impõe.

E se em uma terça-feira às 15 horas o biorritmo do corpo pede uma pausa, retraimento, descanso, o que fazemos? Nos cobramos e culpamos.

Mas se estamos conscientes do ritmo, sabemos que nesse dia não rendemos tanto, que não entregamos o que era para termos entregado, mas está tudo certo porque é assim.

Nenhum animal trabalha freneticamente, eles alternam períodos de caça, busca por água ou abrigo com períodos de descanso e contemplação.

Aliás, todos os animais contemplam. O ser humano é o único animal que está o tempo todo em ação, sem parar e aí vemos a sociedade enlouquecendo.

Uma sociedade dopada, cheia de ansiolítico e antidepressivo, porque não para nunca. As pessoas não conseguem diminuir as frequências cerebrais sozinhas, precisam dos remédios para dar um “sossega-leão” em si mesmas.

Só que se obedecêssemos nosso ritmo, faríamos isso de forma natural.

Não adianta, por exemplo, irmos para a academia todos os dias e não darmos um dia de descanso para o corpo.

É provado que no momento de descanso que todo benefício do exercício vem. Mas se não obedecemos o ciclo da natureza, nos machucamos e não colhemos todos os benefícios da prática.

A medicina chinesa nos ensina que existe um relógio interno no corpo e que a cada 2 horas do dia um órgão está mais forte ou mais fraco.

curso introdução da medicina chinesa

Por exemplo, das 6 horas às 8 horas, é o intestino grosso que está mais forte, então seria o momento ideal de irmos ao banheiro.

Já o fígado está mais forte das 23 horas à 1 hora da manhã, portanto nesse período ele limpa todas as toxinas que nosso corpo produziu durante o dia, só que precisamos já estar em repouso nesse horário para usufruir ao máximo dessa limpeza natural.

Recomendo que pesquisem o relógio da medicina chinesa e estudem mais a fundo.

Mas só por esses exemplos, podemos perceber a sabedoria que é conhecer os ciclos do próprio corpo para poder obter o melhor deles.

E o oposto também é verdadeiro, é nocivo e improdutivo lutar contra os ciclos naturais.

Concluindo e entrando em terapias holísticas, sei que soa utópico, mas acredito que todo terapeuta holístico só deveria atender outras pessoas quando estivesse bem.

Primeiro por uma questão de defesa energética, segundo por uma questão de eficiência.

Quando estamos com a energia Yang, doando energia, conseguimos atender melhor.

Obviamente que seguir 100% isso nos moldes de trabalho da sociedade atual é praticamente impossível, mas a verdade é que todos ganhariam se fossemos honestos com nossos ciclos.

Aliás, acredito que isso deveria ocorrer em todas as profissões, assim seríamos produtivos realmente e de um modo saudável.

Claro, primeiro deveria haver uma sinceridade entre as pessoas, ninguém poderia usar isso contra o outro. E também precisaríamos de muito autoconhecimento.

Porque quando conhecemos nossos ciclos internos, sabemos os melhores horários para cada atividade.

Sabemos quando estamos mais intelectuais, quando estamos mais ativos fisicamente, quando estamos mais introspectivos e assim aproveitamos esses ciclos a nosso favor e dos outros.

Copyright do texto © 2021 Tibério Z

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas.

ISBN: 978-65-00-32437-2

o dinheiro é sujo

O dinheiro é sujo?

O dinheiro é sujo? Nesse artigo vamos refletir sobre quem é realmente o culpado por todas distorções no nosso planeta em relação a prosperidade.

Leia Mais »