o que é o amor
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O que é o amor

O que é o amor? O que é Amar? Nesse artigo vamos refletir sobre o conceito do amor e sobre o que é o amor incondicional.

Somos um ser duplo. Somos uma fagulha de Deus e somos o ego.

E quando falamos de amor, esses dois aspectos de nós vão entendê-lo e vivenciá-lo de modos completamente diferentes.

O ego não compreende o que é amar incondicionalmente. Nem adianta tentarmos amar incondicionalmente com o ego.

Quem é capaz de amar incondicionalmente é apenas nossa partícula Divina.

O ego só ama condicionalmente, ou seja, através de condições.

E para o ego tudo é um objeto que pertence ou não a ele. Portanto, nas mãos do ego, o amor é um objeto de troca, um objeto de comércio.

A seguir conversaremos sobre como o ego e Divino em nós lidam com o amor. E principalmente o porquê deles serem o que são.

Começaremos falando do ego.

O amor e o ego

O ego só ama através de condições, por isso, sempre tem um se.

Só ama se for bonito.

Só ama se obedecer.

Só ama se for homem.

Só ama se for mulher.

Só ama se da cor x.

Só ama se for da classe social y.

Só ama se tiver um diploma.

Só ama se tiver um carro.

Só ama se falar o que agrada.

A bem da verdade, essa lista poderia ser infinita.

E sempre que temos um se depois de qualquer coisa relacionada ao amor, temos uma condicional. Temos o amor do ego.

E esse nunca é o amor incondicional.

E tudo bem.

Porque estamos no planeta Terra para aprender a amar sem condições.

Todo caminho que percorremos de compreender o ego e compreender o Divino em nós, nos faz caminhar para o amor incondicional.

Só que é um longo caminho aprendendo a distinguir o que é ego e o que é Divino.

Porque para o ego tudo é separado dele.

Ele considera que é um ser separado das outras pessoas, a natureza é algo fora dele, a casa, os objetos, tudo é exterior a ele e portanto precisa ser conquistado.

Para o ego tudo é uma posse. Incluindo as pessoas.

O ego quer uma mulher que seja dele, um homem que seja dele, um carro que seja dele, um cargo que seja dele, um título que seja dele. Dele. Dele. Dele.

E esse é o nível mais primitivo do amor, aquele atrelado à ideia de posse.

Nesse nível sentimos que só podemos amar quem possuímos e por isso começamos a fazer do amor um comércio.

Queremos fazer uma troca, queremos barganhar. Eu te dou amor e você me dá obediência. Eu te dou amor e você me dá status.

Quando Jesus Cristo falou sobre amor há mais de dois mil anos, ele não estava falando desse amor, desse conceito de amor que temos hoje.

Nossa sociedade atrelou o amor ao romantismo, criando assim, a partir do século XVII, a ideia de amor como posse, o amor romântico.

Essa ideia se espalhou mundialmente e se mantém firme até os dias atuais. Está em Shakespeare, no suicídio por amor, e está em todas as novelas, no amor que é difícil, uma luta, uma disputa.

Tudo isso é a romantização do amor, é tornar o amor um objeto do ego, algo que se possa vender e comprar.

Se amo somente se o outro fizer A, B ou C, se tiver janta na mesa quando eu chegar do trabalho, se o meu trabalho me der X e Y em troca, se o cachorro me obedece, porque se ele desobedecer não amo mais e largo na estrada, meu amor é objeto de troca.

Criamos infinitas listas de condições para amar. O outro também cria infinitas listas de condições para dar o seu amor. E assim toda uma sociedade é baseada no comércio do amor.

Tanto que amor e relacionamento são gatilhos muito usados para vender algo.

Afinal as pessoas gastam muito dinheiro mantendo a aparência, status, roupas, ambientes, presentes, para se tornarem um objeto desejável para o outro e conquistarem o direito de serem amadas.

Isso porque sentimos que se nosso corpo não estiver no padrão de beleza, não somos dignos de amor, se não temos o sapato x, não somos dignos de amor, se nosso cabelo não tem determinada aparência, não somos dignos de amor.

E junto, paradoxalmente, existe a ideia de alma gêmea.

Sei que muitos podem não gostar da questão que vou levantar sobre alma gêmea, mas quero que pensem como seres com uma vida infinita como nós, que reencarnam muitas, mas muitas vezes, podem ter apenas uma pessoa certa para se relacionar?

Seria, no mínimo, um desperdício de oportunidade e experiências.

O universo possui infinitos seres, com infinitas perspectivas e um número ilimitado de possibilidades de trocas com esses seres. E aí temos apenas uma pessoa nesse infinito que corresponde a nós?

Outro ponto sensível em nossa sociedade e que quero pontuar é que constantemente confundimos sexo e amor. Quando na verdade eles são entidades separadas, que podem estar unidas ou não.

Ou seja, pode-se fazer sexo apenas por sexo, pode ser fazer sexo com amor, o sexo sagrado, ou ainda pode-se amar sem qualquer teor sexual envolvido.

Porém, assim como o amor romântico, o sexo também se tornou objeto de comércio.

Por isso a pressão para parecermos sempre desejáveis é cada vez maior. Como manequins em uma vitrine, sentimos que precisamos alcançar algum ideal estético e satisfazer sexualmente o outro para merecer o seu amor.

Todos esse sentimento de rejeição e inadequação causam uma série de neuroses sociais. Tudo em cima dessa palavra amor, mas que não tem nada a ver com ele.

Novamente, é normal que o ego não ame incondicionalmente. Não vamos criar um processo de culpa em cima disso.

Faz parte do estágio de aprendizado em que o ego se encontra. E ele ainda está em um estágio infantil, portanto, incapaz de compreender realmente o que é o amor.

Mas conforme expandimos nossa consciência para o amor incondicional, percebemos que o amor começa no respeito.

Não existe amor sem respeito.

E respeitar é permitir que o outro seja quem é, que tenha a própria opinião, os próprios gostos e pontos de vista.

Mas quando queremos que o outro aja de acordo com as nossas regras, que acredite no que acreditamos, que tenha a nossa perspectiva, estamos fazendo comércio com o amor.

E isso não é respeitar a pessoa.

Querer mudar o outro não é respeitá-lo.

E respeitar e amar o outro por quem ele é torna-se um desafio ainda maior para o ego em uma sociedade que quer padronizar o amor.

Um exemplo comum disso são as pessoas que não aceitam o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas primeiro, não existe amor padrão.

Segundo, nosso espírito é assexuado e portanto encarna hora como homem, hora como mulher.

Então, espíritos amam espíritos e isso não está relacionado com o corpo que ele está naquele momento.

Com certeza não será seguindo um roteiro socialmente aceito que garantiremos o amor.

Muitas pessoas acreditam que só encontrarão o amor se casarem com alguém do sexo oposto, tiverem dois filhos e passarem a vida inteira juntos. Mas quantas pessoas já se frustraram tentando se adequar a esse molde?

Esse molde pode ser defendido pela sociedade e por algumas religiões como a única maneira de amar, mas, como disse, ele não é garantia de amor.

Aliás, tentar categorizar o amor e colocá-lo em caixinhas é um erro.

Uma vez uma mãe falou para mim: “eu quero te corrigir Tibério, nem sempre o amor da mãe quando pega o filho pela primeira vez é tão profundo assim quanto você fala, muitas vezes ele vem ao longo do tempo.”

Essa mãe tinha toda razão. Categorizei o amor de mãe como instantâneo e como o maior do mundo. Mas nem sempre é. Muitas vezes não é.

Porque não existem padrões para o amor.

E essas categorias que insistimos em manter nos afastam do amor real.

Então percebam, amar com o ego não é amar.

O que quer que façamos com o ego não é amor, pois ele sempre quer poder e domínio, tornar o outro cativo ao seu ponto de vista, já que acredita que está separado do Divino.

O ego não consegue enxergar que é parte Dele.

O amor e o Divino

O amor incondicional é a maior frequência vibracional que existe.

E quando atingimos o ponto de consciência desse amor incondicional estamos fundidos com Deus porque reconhecemos que tudo e todos são Ele.

Afinal, em última instância não existe eu, você, parede, mesa, nada. Só existe o Criador.

Apenas Ele.

curso expansão da consciência

Então, se tudo é Deus, a pessoa que está partilhando da nossa vida nesse momento é Deus e merece ser respeitada como Ele. Um cachorro merece ser respeitado como Deus.

A natureza merece respeito porque é Deus. Uma formiga merece respeito porque é Deus.

Por isso é impossível chegar nesse ponto de amor incondicional sem compreender que quando olhamos para tudo à nossa volta estamos olhando para Deus.

E Ele não subjuga, não domina. Deus respeita.

Portanto não importa quem está na nossa frente, sua cor, raça, orientação sexual, condição financeira ou formação. Nada disso importa pois estamos na frente de uma partícula de Deus.

Deus está na nossa frente. E Ele merece respeito.

Isso é o amor incondicional. O amor verdadeiro.

Mas não vivenciamos isso se não compreendemos que tudo é Deus.

E que quando estamos subjugando alguém, quando estamos fazendo comércio para oferecer amor ao outro, quando estamos impondo condições para amar, estamos fazendo isso com Deus.

Um amigo querido, durante uma conversa, fez o seguinte jogo de imaginação comigo, ele disse: Imagina que estamos em um grande labirinto dessa existência.

E esse labirinto possui salas que compartilhamos com pessoas. Então, uma hora frequentamos determinadas salas com determinadas pessoas, mas em algum momento, por diversos motivos, deixamos de ir às algumas salas, assim como as outras pessoas também param de frequentar a nossa.

E claro, passamos a frequentar e conhecer novas salas e novas pessoas a partir disso. Desse modo, vamos trocando com outras pessoas.

Essa é uma analogia bem simplista, mas exata, do processo que causa a expansão da consciência.

Essas trocas com duração finita são de extrema importância para nós. Mas se olhamos esse movimento do ponto de vista do ego, cada vez que alguém decide partir, consideramos que perdemos alguém, perdemos uma posse.

Essa percepção do ego, mesmo que inconsciente, gera inevitavelmente sofrimento. Porque a outra pessoa não é um bem material, não é um objeto que nos pertence. Ela é Deus, ela é livre.

E foi embora porque quer ter outras experiências. E nós também teremos outras experiências a partir desse ponto.

Esse processo ocorre infinitas vezes pela eternidade em todas as nossas relações.

Nós encarnamos com um grupo de pessoas, depois esse grupo de pessoas conclui seu tempo com a gente e nós concluímos com eles, depois reencarnamos com outras pessoas.

Às vezes o companheiro dessa existência foi um irmão na vida passada.

Às vezes em três vidas para trás foi nossa mãe.

E muitas vezes esses reencontros seguem ocorrendo porque temos causas mal resolvidas com essas pessoas.

Reencarnar e viver junto por um tempo é uma nova oportunidade de resolver qualquer questões que tenha ficado pendente. E quando essas questões são resolvidas

Cada um pode seguir para novas experiências e resoluções com outras pessoas.

Esse fluxo de ir e vir é normal e esperado no universo.

Buda falava que o apego é uma das causas do sofrimento, porque em um universo onde tudo é impermanente, se apegar a alguém ou a uma situação é sinônimo de sofrer.

Afinal, não temos absolutamente nada a não ser nossa consciência, nada nos pertence. Podemos considerar que tudo é um generoso empréstimo.

Porém, a partir do momento que ganhamos essa percepção tudo se torna mais valioso.

Pois quando ganhamos a noção de que nada ficará conosco para sempre, que todas as coisas e pessoas que estão ao nosso lado hoje, amanhã podem não estar, valorizamos mais o momento presente.

Porque se nada é nosso e tudo é impermanente, temos que aproveitar o agora o máximo possível, pois é nele que tudo está.

Mas o ego considera tudo uma posse perpétua, então podemos deixar para demonstrar nosso amor amanhã, podemos dar pouco ou nenhum valor pelas coisas que estão na nossa vida hoje, pelas pessoas com que trocamos experiências, pela natureza.

O ego tem uma estranha certeza de que nada mudará. Mas é porque ele não considera a ideia de perder. Para o ego a vida é uma grande poupança em que pode ir acumulando coisas e pessoas.

Mas se ampliamos nossa percepção, se vamos permitindo que o Divino em nós se manifeste, percebemos que cada momento na eternidade é único, um momento mágico, porque nunca mais irá se repetir.

Podemos reencontrar muitas vezes quem amamos, mas nunca será na mesma configuração. É como assistir filmes diferentes de um mesmo ator. O personagem, o local, a cena, a situação nunca é a mesma duas vezes.

E de tudo isso o mais importante é percebermos que só existe o momento presente e é nesse momento presente que o amor se manifesta.

Repito, apenas no agora o amor se manifesta.

E como ele se manifesta?

No respeito.

O amor incondicional respeita que a outra pessoa tem o ponto de vista dela, a opinião dela, o nível de consciência dela. E está tudo bem.

Pense nos grandes mestres espirituais, eles não caíram no erro de considerar os outros como inferiores.

Não escolheram ficar apenas entre si e deixar o resto da humanidade tentando sozinha sair da inconsciência.

E por que não fizeram isso? Por amor.

Os grandes mestres de dimensões elevadas não estão tomando chazinho entre eles. Eles estão aqui do nosso lado, porque compreendem que também somos Deus.

E o que nos diferencia deles nesse momento é somente o nível vibracional em que estamos e o fato de que ainda não compreendermos que tudo é Deus.

E eles não nos julgam por isso, nem por nada, aliás.

Nunca veremos um mestre espiritual julgando alguém, porque ele julgaria Deus. E como alguém pode ser pretensioso a ponto de julgar Deus?

Como podemos chegar para o nosso próximo e falarmos que ele tem que ser assim ou assado? Como?

Deus escolheu se individualizar naquela pessoa, daquela forma, dentro daquela perspectiva. Como nós podemos questioná-lo?

Quando entendemos isso fica ainda mais claro como o que chamamos de amor nessa sociedade, na verdade, é um objeto de troca.

O amor só vem dessa compreensão de que tudo é Deus.

Por que não amamos a natureza?

Porque consideramos a natureza como algo exterior a nós, como algo a ser dominado, Conquistado.

Mas quando compreendemos que cada árvore, cada animal, cada ecossistema, é Deus, passamos a respeitá-la e amá-la profundamente.

Os povos indígenas têm esse senso de amor e respeito à natureza muito mais desenvolvido porque para eles a natureza é Deus.

Mas nós, quando falamos de amor, falamos do amor de vingança, do amor de posse, do amor de conquista, do amor que dói, aquele amor de novela. Esse é o tipo de amor que nos é vendido incessantemente.

E aí olhamos a nossa volta e vemos pessoas sofrendo em seus relacionamentos, umas tentando amarrar as outras, relações de fachada, relações que machucam.

Tudo porque insistimos em construir relações a partir do ego e o ego não sabe amar, o ego sabe possuir.

Existe uma frase antiga que diz: “eu amo as coisas livres”.

Mas quantas pessoas têm a coragem de amar seres livres?

O amor verdadeiro dá a liberdade para o outro exercer sua parte Divina. Dá liberdade ao outro para ficar ao seu lado e também para partir se assim quiser.

E tem consciência que toda dor que a partida pode causar está vindo do ego.

O ego sofre porque sente que perdeu algo. E chamamos essa dor de sofrer por amor.

Só que Deus, o Divino, não perde nada. Isso é impossível pois Ele é tudo. Portanto, não existe sofrimento no Divino. Não existe sofrer por amor.

Se já tiveram a experiência, ou um dia tiverem, de entrar em estado de meditação profunda, onde o silêncio acontece, pois ego aquieta e conseguimos acessar a plenitude do Criador, a ilusão da separação se desfaz e a sensação que temos é que pertencemos a tudo.

E estamos todos caminhando em direção a isso, abandonando as ilusões do ego.

Mas enquanto vivermos em uma sociedade que não tem a menor noção da existência da parte Divina em si, continuaremos longe do amor incondicional.

Porque criamos a ideia de que Deus está separado de nós. Criamos a ideia de que Ele não está na natureza e sim sentado em um trono nos observando.

Nossa caminhada de evolução agora é refazer a junção entre o ego e o Divino. Não é eliminar o ego. É fazer o ego compreender o papel dele.

E fazemos isso treinando.

Ou seja, quando uma pessoa for embora da nossa vida buscamos compreender que quem está sofrendo é o ego e que a liberdade do outro de ir e vir é mais importante que qualquer sofrimento que possamos sentir.

Por conta desse treinamento e da necessidade desse aprendizado, encarnamos várias e várias vezes, sempre vivenciando esse fluxo de partidas e chegadas.

Chegamos aqui, acumulamos posses, títulos, pessoas, então morremos e perdemos Tudo. Encarnamos de novo, acumulamos novas posses, títulos, pessoas, morremos novamente e perdemos tudo.

E ficamos nesse ciclo até compreendermos que nada é nosso e que essa perda é uma ilusão, porque somos tudo.

Por isso que esse projeto chamado Terra, de sucessivas encarnações, está nos ensinando a perder, a soltar e a desapegar.

E desapegar é basicamente compreender que o ego é um instrumento do Divino. Não é para ser aniquilado, mas trabalhar a serviço de Deus.

E ele faz isso quando aceita que não está separado de nada e que é apenas um personagem de teatro, que existe um ator por trás e o ator é o Divino.

Nesse momento o ego começa a compreender o que é amar.

Nesse universo tridimensional em que estamos, em seus milhares de planetas, há algumas civilizações que possuem ego tanto quanto os seres humanos mas têm uma capacidade maior de amor porque o domesticaram, ensinaram a ele.

E também existem as civilizações com uma noção de ego ainda mais exacerbada do que a nossa, em um estágio anterior de desenvolvimento.

Isso ocorre porque o universo tridimensional é o universo da dualidade.

Não é o planeta Terra que é um planeta dual, é a tridimensionalidade que é a dimensão da dualidade. E onde ego e Divino terão que conviver porque foi assim que o Criador quis.

Ele criou os personagens para brincar de ser eu, você, mesa, cadeira e tudo mais.

E aí precisamos de um aprendizado de milhões de anos para que nosso ego compreenda que ele é um instrumento, não o ator principal.

Seria similar a um ator que ficasse obcecado por um papel e se confundisse com o personagem. E é isso o que o ego tem feito, esquecido quem realmente é o ator.

Então enquanto estivermos amando com o ego, não existe amor, esquece. Para o ego amor é um comércio, uma troca, uma imposição à uma lista de regras.

Agora quando se ama incondicionalmente, amamos Deus, logo, amamos tudo.

E é isso que Cristo falou sobre amar a Deus acima de todas as coisas.

Outra máxima de extrema importância que Cristo ensinou foi a amar ao próximo como a si mesmo. Que implica obviamente na necessidade de amar a si mesmo.

Como somos uma partícula de Deus, devemos claro, nos respeitar.

Quando não nos respeitamos, quando não nos amamos, também não estamos respeitando e amando Deus.

Amar ao próximo como a si mesmo é a ideia de que tudo é Deus.

Eu me amo como amo Deus, eu te amo como amo Deus.

E o respeito que devemos a nós e a tudo não é uma obrigação, pois Deus não exige o respeito de ninguém.

Mas seria humilde de nossa parte, por estarmos diante de um ser como uma capacidade infinitamente maior que a nossa de amar, que O respeitássemos.

Sem esquecer que a pessoa que nos pede dinheiro no farol é Deus. Duas pessoas que se amam, mesmo fora dos padrões, são Deus. O rio que recebe o esgoto da cidade é Deus. A árvore que cortamos é Deus.

Então é importante percebermos que amor incondicional não é apenas amar a todos os seres humanos, mas amar a tudo. Absolutamente tudo.

Um livro que temos em mãos é Deus. Portanto, o mínimo que devemos fazer é tratá-lo com respeito. Mas novamente, não é amor romântico. Não é posse. É respeito.

Isso significa dizer que percebemos sua função, seu papel no mundo, que compreendemos sua finitude, que temos gratidão mas não apego.

A mesma finitude que vemos em um livro podemos ver em nosso corpo material. E com ele devemos ter essa mesma gratidão sem apego.

Aliás, pelo nosso corpo e pelo corpo do outro.

Quando amamos alguém somente enquanto é jovem mas descartamos na velhice, o que amávamos afinal? O corpo físico? A juventude da pessoa?

Para concluir deixo alguns questionamentos ampliando essa questão.

O que estamos amando? Estamos amando a Deus ou estamos amando um objeto, uma característica?

Se pergunte:

“Será que estou amando meu carro como um objeto ou o respeitando como Deus?”

“Será que estou amando essa pessoa como um objeto ou a respeitando como Deus?”

“Será que estou me amando como um objeto ou me respeitando como Deus?”

Bibliografia recomendada:
Copyright do texto © 2021 Tibério Z

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ISBN nº 978-65-00-23711-5

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