Arquétipos
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O que são arquétipos

A compressão dos arquétipos é fundamental para compreender as programações básicas que sua mente e sua vida estão alinhadas.

Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que desenvolveu o conceito de arquétipos. Ele deixou uma extensa obra e desde já recomendo muito, principalmente aos futuros terapeutas holísticos, que estudem esse conceito mais profundamente. Nesse texto, me proponho a abordar o básico dos arquétipos e relacionar sua importância com a terapia quântica.

Arquétipos por definição são padrões universais que fazem parte do inconsciente coletivo, do ponto de vista espiritualista, podemos dizer que o Criador cria modelos que agem como programações básicas de personalidades, de egos. Por exemplo, há o arquétipo do caçador, o arquétipo do sábio, o arquétipo do místico e infinitos outros. Esses modelos são como caixinhas para a centelha divina.

O arquétipo é a entidade máxima de um ego. O ego é regido por um arquétipo e é através dele que se desenvolve. Mas o que isso tem a ver com a terapia holística? Às vezes, antes de encarnar na Terra, a centelha divina programa para ser um arquétipo de acordo com o que possibilitará ao ego ver outros lados da realidade e trará mais expansão para si.

Por exemplo, a pessoa está programada para quando encarnar experimentar o arquétipo do guerreiro, só que nasceu em uma família de sábios, uma família de professores universitários e há uma pressão dessa família para que ele seja um sábio também. Mas ele se programou para ser um guerreiro, então isso vai gerar um conflito interno.

curso expansão da consciência

Esse padrão é muito comum e acontece praticamente com todo mundo em algum momento. Porque na Terra existe um meio social que dita como todos devem agir e ser, nos forçando a desempenhar um tipo de arquétipo que não é o que realmente queremos e fomos programados para. Às vezes nós mesmos não aceitamos que determinada atividade é a que ressoa com nossa essência e seguimos o caminho ditado pelo social.

Imagine alguém programado para o arquétipo do artista, vivendo um arquétipo do guerreiro. Atualmente, seria como um pintor por essência que se tornou policial. A profissão de policial vai contra o arquétipo original que a pessoa programou, logo ela terá muito mais dificuldade em ser policial, do que em ser pintor.

Mas além do arquétipo programado por nossa centelha, há arquétipos que nos associamos por condicionamento e nesse caso eles se tornam um problema se forem arquétipos se manifestando de forma negativa. Por exemplo, alguém cresceu com uma mãe que viveu o arquétipo do coitado, uma pessoa muito sofrida, que só reclamava e achava que o mundo devia algo a ela.

Por um processo de associação ainda na infância, essa pessoa adota esse arquétipo para si e se vê reproduzindo as ações e falas da mãe. Nosso trabalho como terapeutas holísticos é identificar esse arquétipo que ela está vivendo e oferecer ferramentas para que traga isso à consciência e possa mudar de arquétipo ou descartar esse que não é o mais proveitoso.

Agora vamos aprofundar um pouco o conceito de arquétipo e acrescentar o conceito de símbolo. Relacionadas a cada arquétipo existem milhares de informações, só que essas informações ainda estão no plano energético, o próprio arquétipo está em um plano energético e para ter forma na Terra ele precisa ganhar um símbolo.

Então temos o arquétipo e abaixo do arquétipo temos o símbolo. É o símbolo que vai dar forma ao arquétipo, por exemplo, existe o arquétipo guerreiro e existe o símbolo São Jorge. Outro símbolo muito conhecido do arquétipo do guerreiro é o Arcanjo Miguel. A mente humana só entende o arquétipo através do símbolo, não conseguimos entender o arquétipo diretamente.

Os símbolos dos arquétipos estão em toda parte em nossa cultura, seja nas religiões, como a cruz do Cristianismo, na cultura popular ou na arte. Não é à toa que filmes de super-heróis, como Vingadores e mesmo Guerra nas Estrelas fazem tanto sucesso, cada personagem representa um arquétipo, por exemplo, Mestre Yoda é o sábio e Luke Skywalker é o herói.

A arte e a publicidade usam massivamente os símbolos dos arquétipos, porque eles são um comando mental direto, algo natural do universo, então mesmo que nosso consciente não entenda, nosso inconsciente assimila a informação. Quanto mais arquétipos e mais bem colocados, mais sucesso o que traz o símbolo faz, seja um filme, uma campanha publicitária ou um produto.

O terapeuta holístico precisa entrar no mundo do cliente e compreender com quais arquétipos ele se identifica. E fazemos isso através dos símbolos, usando os que já estão dentro das preferências dele, seja o tarot, símbolos medievais, xamanismo, orixás, símbolos celtas, símbolos japoneses ou se o paciente não acreditar em nada disso, podemos usar personagens da cultura pop, de filmes e livros.

Mas na hora dessa identificação, o terapeuta holístico tem que estar alerta, pois às vezes a pessoa acha que se identifica com um arquétipo, mas na verdade não, por exemplo, conscientemente acha que se identifica com o sábio, mas no inconsciente está pulsando o guerreiro. Quando há essa incoerência devemos fazer o cliente compreender qual arquétipo realmente está pulsando no inconsciente dele.

O trabalho dessa terapia é equalizar o arquétipo inconsciente com o arquétipo consciente, para que se harmonizem dentro da pessoa. O arquétipo que está subdesenvolvido pode ser estimulado através de seus símbolos, dentro do que é confortável para a pessoa como já comentei, usando fotos, estátuas e até mesmo mentalizações.

Um cliente que se identifica com o xamanismo pode ser harmonizado com a simbologia de algum animal, pois quando usamos ou mentalizamos um símbolo trazemos a energia desse arquétipo que está no plano energético para o nosso plano físico. Uma ótima ferramenta para acessar o arquétipo inconsciente é o tarot, esse é mais um estudo que recomendo aos terapeutas holísticos.

Resumidamente, as 22 lâminas do tarot são repletas de símbolos arquetípicos da jornada humana, chamada de Jornada do Herói. Ela representa esse caminho que é comum a todos os humanos, independente das nossas experiências individuais. Durante a vida, vivemos diversas dessas jornadas, que se sobrepõem e são cíclicas, tão logo chegamos à maestria com a carta 22 O Mundo em algum aspecto, retornamos à carta zero O Louco, iniciando um novo ciclo.

A astrologia também é carregada de simbologias arquetípicas, nela cada planeta, casa e signo representam um arquétipo, por exemplo, Vênus representa a beleza e o prazer, Marte representa a guerra e a ação. Então quando fazemos um mapa astrológico, estamos fazendo uma análise arquetípica e através dos símbolos acessando os arquétipos. Lembrando que esse não é um curso de arquétipos, minha intenção é mostrar a importância desse conhecimento no atendimento aos clientes.

Resumindo o que vimos, primeiro entendemos qual arquétipo consciente o cliente acha que está associado, depois qual arquétipo inconsciente ele está associado e retrabalhamos esses arquétipos usando os símbolos de acordo com a necessidade. Mas para isso precisamos aprofundar os estudos nesse assunto e jamais subestimar o poder dos arquétipos, visto que eles são energias fundamentais do Universo.

Bibliografia recomendada:
Copyright do texto © 2021 Tibério Z

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ISBN nº 978-65-00-23711-5

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