encostos e obsessores
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Quem são os encostos e obsessores

Obsessores ou encostos são nomes que damos aos seres que ficam conectados a nossa mente ou ao nosso campo energético roubando energia e nos influenciando.

Esse é um tema espinhoso, mas apesar de levantar alguns pontos que podem incomodar, sei que é um conhecimento necessário.

Por isso, minha intenção é trazer um conteúdo completo sobre obsessores, abordando inúmeros aspectos dessa questão e assim desmistificando certos tabus sobre eles.

Lembrem-se que o medo vem da ignorância. Sempre que temos medo de algo é porque não conhecemos aquilo o suficiente.

Portanto, se aumentamos nossa compreensão sobre os obsessores, nosso medo cego tende a desaparecer.

Começo com uma frase, que entenderemos ela mais profundamente ao longo da explicação.

“Árvore que não pega vento, não cria raiz.”

O que há de mais valioso no universo, em todas as dimensões, é energia. Sinônimos dessa energia são o chi ou o prana.

Todos os seres querem energia, mesmo aqui na terceira dimensão, em nosso mundo material.

Pagamos um salário para outra pessoa, em troca da energia de trabalho dela. Na natureza, todos os animais disputam comida, porque comida gera energia.

Quando saímos da terceira dimensão e vamos para a quarta dimensão ou adiante, a energia tem um valor ainda mais inestimável.

Todos os seres querem energia e é por essa energia que eles vão se confrontar.

Mas algo fundamental que os seres negativos, os encostos e obsessores não entendem, é que essa energia é gratuita.

O universo, o Todo, Deus, como queiram chamar, providencia essa energia de modo abundante a todos. Só que eles não conhecem o processo de captá-la, então roubam energia dos outros.

Temos duas categorias principais de obsessores, os obsessores encarnados e os obsessores desencarnados. Por desencarnados quero dizer aqueles que não estão na terceira dimensão.

Obsessores Encarnados

Todos nós já fomos obsessores de várias pessoas durante nossa vida.

Pois, a partir do momento que desejamos o mal de alguém, que constantemente emitimos pensamentos negativos para uma pessoa, que exploramos alguém em troca da sua energia, nos tornamos um obsessor dela.

O pensamento é uma frequência, ele sai do nosso campo magnético e penetra no campo magnético do outro ser, drenando energia dele.

Por isso, primeiro ponto que deve ficar claro, é que os obsessores não são seres malignos ou demoníacos. Nós podemos ser obsessores de outra pessoa.

No planeta Terra, estamos rodeados de obsessores e nós mesmos somos obsessores dos outros.

Agora talvez você esteja se perguntando como não ser o obsessor de alguém.

É simples, devemos apenas parar de desejar o mal, parar de mandar formas pensamentos negativos, parar de tentar prender as pessoas junto de si e parar de tentar obter vantagens em cada interação.

Obsessores Desencarnados

Dentro dessa categoria de obsessores desencarnados, temos algumas subcategorias.

Mas antes de falarmos sobre elas, precisamos entender um pouquinho o conceito de dimensões.

Tudo que nomeamos como espiritual, na verdade, são outras dimensões físicas ainda não estudadas pela ciência humana.

Existem infinitas dimensões, estamos agora na terceira dimensão, o que chamamos ironicamente de dimensão física, mas todas as dimensões são físicas, só estão em estados vibracionais diferentes da matéria.

Intercalada com a dimensão física em que estamos, temos a quarta dimensão, à qual também chamamos de dimensão astral.

A dimensão astral é a dimensão mais próxima da dimensão física.

Muitas pessoas quando desencarnam, por algum motivo, seja apego, falta de conhecimento ou outro, se recusam a ir para a próxima dimensão.

Elas preferem ficar aqui na Terra, continuar vivendo aqui.

Essa escolha é extremamente comum e é por isso que nesse momento, onde quer que estejamos, há muitas pessoas desencarnadas ao nosso redor.

Às vezes acreditamos que porque alguém desencarnou, passou a ter um caráter mais elevado, mas, na verdade, essa pessoa continua exatamente igual, só que sem o corpo físico.

O seu modo de ser, seus gostos e vícios permanecem iguais. Como ela era aqui na terceira dimensão, continua sendo na quarta dimensão.

Como disse, sempre onde estamos está cheio de seres desencarnados, mas isso em si não é um problema, porque quando não intencionamos fazer o mal, não desejamos drenar energia, não queremos baixar a frequência energética de outra pessoa, não somos obsessores.

Por isso, grande parte desses seres convivem normalmente com a gente.

Porém, tudo isso se complica porque estar na Terra com um corpo de quarta dimensão exige energia. Esse ser dificilmente já aprendeu a “pegar” energia do Todo, então ele precisa pegar a energia de alguém encarnado.

E ele faz isso acessando nossa mente e nosso campo energético.

Obsessor desencarnado – Obsessor Inocente

Imaginem alguém que bebia muito aqui na Terra enquanto estava encarnado. Essa pessoa desencarnou em algum momento e se recusou a ir para uma colônia espiritual e receber ajuda, ela preferiu ficar na Terra.

Como vimos, essa pessoa segue sendo ela mesma, igual a como era quando encarnada, por isso o vício dela pela bebida não deixou de existir.

Como segue tendo um desejo muito grande por álcool, onde esse espírito vai?

Ele vai em botecos e bares, qualquer local que se consuma álcool.

Então fica lá esperando um encarnado chegar e começar a beber, para grudar no campo energético dele.

Assim, ele recebe o tão desejado fluído e as energias sensoriais do álcool, vindas da pessoa que está bebendo.

Quando esse espírito percebe que essa pessoa também bebe constantemente e continua nesse processo de grudar o campo energético, um laço de “amizade” começa a se criar entre o espírito e o encarnado.

Como o espírito sabe que essa pessoa vai todo dia ao bar para beber, fica junto dela esperando o momento de ir no bar e se abastecer da sensação que o álcool causa.

O problema surge quando o encarnado decide parar de beber.

Talvez ele tenha percebido que sua saúde ou seus relacionamentos estão se deteriorando, mas seja qual for o motivo, ele chegou à conclusão que não quer mais a bebida em sua vida.

Mas o espírito que vive dos fluidos energéticos do encarnado, vai fazer de tudo para que essa pessoa não largue a bebida, porque senão ele vai perder a fonte de prazer sensorial dele.

Talvez vocês estejam se perguntando como esse espírito pode nos influenciar. Lembram que disse que eles se conectam a nós mental e energeticamente?

Essa conexão mental se dá através da emissão de formas pensamento, logo, é assim que os espíritos se comunicam com nós, através do pensamento.

As formas pensamento emitidas por eles entram em nosso cérebro e comumente achamos que se trata de nossos próprios pensamentos.

Mas é importante ressaltar que para que essa conexão mental ocorra, precisamos estar em uma frequência energética similar à do obsessor.

Nesse ponto, com frequência surge a questão de como vamos saber quando é a nossa voz sabotadora e quando é o obsessor nos influenciando.

Realmente, pode ser uma diferença bem sutil para nossa mente. Por isso, indico a Atenção Plena, pois ela traz ferramentas que nos ensinam a perceber o que é o nosso pensamento e o que não é.

Um alerta que todos devemos ter é quando surgem pensamentos, contrariedades, ranços, preocupações, medos que nunca havíamos sentido ou pensado antes. Qualquer coisa negativa ou prejudicial que não é comum a nós.

Por exemplo, nunca pensamos em doença e de repente acordamos com uma ideia fixa de doença na cabeça. Alerta vermelho! Grandes chances desse pensamento não ser nosso.

Quanto mais conhecemos nossos padrões de pensamentos, mais facilmente identificamos o que é nosso e o que não é.

Cito a famosa frase do filósofo Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”. Pois, não existe crescimento espiritual sem autoconhecimento.

Ainda cito Jesus, que nos ensinou a orar e vigiar. Esse ensinamento significa que devemos buscar constantemente fortalecer nossa conexão com o Criador, além de priorizar nossa reforma íntima, vigiando nossos pensamentos, sentimentos e ações, com a intenção de melhorá-los continuamente.

Voltando ao exemplo do obsessor que não quer que o encarado pare de beber, esse ser ficará mandando formas pensamento para que o encarnado não leve adiante sua resolução, então ele dirá algo como:

“Vai largar a bebida por quê? Você gosta tanto! Você se diverte bebendo, esquece os problemas, faz amigos! Você merece uma bebida depois de ter trabalhado o dia inteiro! Qual é, ficou careta?”

O obsessor vai ficar o tempo todo sugestionando, de todas as formas que ele conseguir imaginar, que parar de beber é uma péssima ideia.

E esse é o mais suave dos obsessores.

Essa categoria de obsessores sempre vai se relacionar com os hábitos, vícios e atitudes que a pessoa já tem. Um obsessor alcoólatra não irá se ligar à um encarnado que não bebe, ele não tem interesse algum nessa pessoa.

Do mesmo modo, um obsessor violento só irá se ligar a uma pessoa que já tenha tendências violentas, pois ele vê nesse encarnado um canal para drenar a energia de violência dele.

O obsessor violento ficará incitando no encarnado reações explosivas e que ele pratique atos de violência.

Se o encarnado não conhece nada sobre espiritualidade, tem informações rasas ou equivocadas sobre o assunto, muito provavelmente achará que todos os seus impulsos partem unicamente de si.

Com o tempo, esse ser encarnado pode estar andando com uma gangue de obsessores violentos, que se identificam com a energia dele.

É assim que ocorrem as atrocidades e os atos de violência absurdos que vemos ocasionalmente nos noticiários.

Obviamente que tanto o encarnado, quanto os desencarnados, são responsáveis por seus atos. O fato do encarnado estar obsediado não o isenta de suas ações.

Até porque sempre temos inúmeras oportunidades de nos melhorarmos, mas muitas vezes não queremos abandonar nossos vícios e atitudes, não buscamos ser de outra forma e negamos a ajuda que eventualmente surge em nosso caminho.

Então, nesse caso, estamos abrindo um canal de comunicação com os obsessores e nos colocando à disposição deles.

Precisa ficar claro que os obsessores só atacam quando nós nos colocamos na mesma frequência que eles, e nos colocamos à disposição através de nossos hábitos e da resistência à mudá-los.

Antes de conversarmos sobre a próxima subcategoria de obsessores desencarnados, quero deixar mais claro essa questão de frequência energética.

Alguém que deseja o mal de outra pessoa, que deseja controlar ou obter vantagens sobre outra pessoa, com certeza não está em uma frequência energética alta.

Para entendermos o raciocínio, vamos dizer que, hipoteticamente, ela está vibrando na frequência energética 1. E que o obsessor também está vibrando na frequência energética 1, portanto, esse obsessor tem livre contato com essa pessoa.

“Frequências iguais, há comunicação, frequências diferentes, não.”

Por isso, se o encarnado estiver vibrando na frequência energética 5, o obsessor que está na 1, não conseguirá atacá-lo.

Com essa explicação, quero que fique claro que aumentando nossa frequência, mudando nossos hábitos danosos e buscando melhorar características que sabemos serem “pontos fracos” nossos, como a vaidade e o orgulho, por exemplo, saímos do campo de atuação e influência desses obsessores.

Obsessores Desencarnados – Os Vingativos

Nessa segunda subcategoria de encostos desencarnados a situação se complica.

Bom, vivemos várias vidas, a atual é só mais uma delas. E tenho certeza que nenhum de nós foi santo, pois ninguém que está encarnado no planeta Terra é, com raríssimas exceções.

Logo, não estamos em uma posição energética de poder dizer que não aprontamos em outras vidas.

Vamos supor que em 1800 estávamos com muita raiva do nosso vizinho e colocamos fogo na fazenda de café dele. Não satisfeitos aprisionamos sua esposa e filho e o arrastamos campo abaixo amarrado em um cavalo.

Esse cara desencarnou, em algum momento nós também, e ele nutre um ódio profundo de nós. Isso o impulsionará a nos perseguir, vida após vida, onde quer que ele ou nós estejamos.

Essa situação só se solucionará quando ambas as partes se perdoarem. Ele nos perdoar e nós perdoarmos a nós mesmos, porque uma ação dessas reverbera até os dias atuais.

Aliás, tudo que fazemos de positivo e negativo reverbera pela eternidade.

Esse tipo de obsessor é perigoso porque ele vai fazer de tudo para nos destruir, ele quer acabar com a gente movido por um ódio cego e desejo de vingança.

Esse ser está tão obcecado com isso que não se importa nem com seu próprio bem-estar, porque ele também sofre fazendo isso.

Pois, ao estar em uma frequência tão baixa, o corpo energético começa a se deteriorar e assumir formas monstruosas.

Com frequência recebo relatos de pessoas apavoradas porque acabaram vendo em projeção astral os seus obsessores e eles tinham formas grotescas. Esses seres são pessoas normais, porém como o corpo energético destruído pelo ódio.

Bom, mas como resolvemos essa questão? Como, estando encarnado e sem a memória de nossas vidas passadas resolvemos nossos impasses com os obsessores?

Se você já tem interesse em desenvolver a habilidade de sair do corpo conscientemente ou já faz isso, essa é a melhor forma, porque assim você vai até a dimensão do obsessor e conversa com ele.

Acredite ou não, sentar e conversar é o modo que mais traz resolução a esses conflitos.

E aí é uma conversa que teríamos caso cometêssemos um erro com algum encarnado. Perguntamos o que fizemos, pedimos perdão, perguntamos como podemos minimizar nossos erros.

Outra possibilidade é pedir ajuda a um intermediário, alguém que consiga se comunicar com esse espírito e explicar a ele que essa situação ocorreu em uma vida passada, que você tinha outra consciência e que o perdão vai liberar vocês dois desse sofrimento.

Agora, algo que recomendo a todos é criar o hábito de pedir desculpas, mesmo que nem saibamos para quem ou porquê.

Talvez vocês já tenham ouvido falar no ho’oponopono, um método de cura energética havaiano, que consiste na repetição de quatro frases, “sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato”.

Resumindo, o princípio do ho’oponopono é que simplesmente não sabemos o que fizemos em outras vidas para as pessoas. Mesmo nessa vida muitas vezes magoamos ou prejudicamos alguém sem perceber.

Então, quando pedimos perdão pelo que quer que tenhamos feito de prejudicial, abrimos um canal que possibilita que o perdão ocorra.

Pois como alguém pode nos perdoar se não pedirmos perdão e se estamos completamente alheios à dor que causamos?

Por causa disso, muitas vezes em nossos planos reencarnatórios passamos a ser parte da família próxima dos nossos obsessores ou de quem quer que tenhamos obsediado em algum momento.

Então, acabamos vindo como irmão, filho, pai ou mãe desse ser. Afinal, amor de irmãos, pai e filho, mãe e filho, é um dos amores mais fortes que tem.

E muitas vezes essa acaba sendo a única alternativa para a possibilidade de ocorrer o perdão e quebrar o ciclo de vingança e ódio.

Esse teatro pode se repetir vida após vida, quantas vezes forem necessárias, até esse laço de ódio seja desfeito.

Obsessores desencarnados – Escravos

Os escravos são seres que não tiveram nenhuma orientação espiritual durante a vida ou que desencarnaram em uma vibração energética muito baixa.

Por estarem nessa vibração, são imediatamente atraídos para locais na mesma faixa de vibração, como o umbral.

Quando chegam no umbral, perdidos, eles são submetidos à escravidão por seres que dominam o ambiente, por meio de violência e ameaças psicológicas.

Através dessas ameaças, os líderes trevosos obrigam outros seres a realizarem ações negativas para eles.

Nesse caso, o encosto não faz a ação negativa porque quer, mas sim porque acha que é obrigado.

Se esse ser tivesse o mínimo de orientação espiritual, saberia que bastava pedir ajuda da equipe da Luz e seria resgatado.

Muitos ficam revoltados com a própria situação, e principalmente, revoltados com Deus, porque acham que Ele permitiu isso.

Assim, muitos deles ficam anos presos psicologicamente a essa faixa de energia de revolta e submissão. Demoram muito para entender que não precisam ser escravos de ninguém.

Sabendo o que acabamos de ver sobre frequência energética, podemos concluir que só somos presas para esse tipo de encosto, se assim como eles, estivermos vibrando em uma energia de revolta, submissão e vitimismo.

Obsessores desencarnados – Profissionais

Reforço que minha intenção ao abordar esse assunto não é assustar ninguém e sim esclarecer alguns aspectos de como o universo é.

Sempre tenham em mente que quanto mais entendemos como as coisas funcionam, mais facilmente lidamos com os desafios.

Bom, existe uma turma no astral que chamo de “negativos”. Isso porque não os considero bons ou maus, eles apenas ainda não entenderam que são um pedaço do Criador.

Digo ainda, porque eles vão entender em algum momento da eternidade.

Por enquanto, eles não entenderam que a energia do universo é de graça, que basta nos conectarmos com o Criador para nos abastecermos com sua energia infinita.

O encosto profissional é um problema maior, porque eles trabalham conscientemente contra o Criador.

Como sentem uma profunda raiva do Criador, querem destruir toda a criação.

Eles não se conformam de serem entidades virtuais e querem a todo custo criar as próprias leis.

São seres que não entenderam que o único caminho para a felicidade é a Luz.

Os negativos são numerosos e possuem uma hierarquia própria. Eles estudam e trabalham muito, sem parar. E também possuem tecnologias e conhecimento científico.

Tudo que eles fazem no plano astral, precisa de energia e eles pagam muito caro por ela. Então convocam legiões e legiões de obsessores escravos para vir aqui nos encarnados, roubar a energia deles.

Para isso, precisam que as pessoas fiquem em uma frequência baixa, em uma frequência de revolta, vitimismo, raiva, medo, ódio, ambição desenfreada, orgulho, vaidade e etc.

Desse modo, conseguem facilmente roubar o chi das pessoas, tanto as encarnadas, quanto as que acabaram de desencarnar.

Logo, há muito interesse por parte dos negativos em manter a humanidade nessa frequência baixa.

Há todo um plano em desenvolvimento dos negativos influenciando a nossa realidade tridimensional para manter a humanidade em uma frequência de medo, principalmente.

Afinal, quanto mais medo a humanidade tiver, mais chi é drenado das pessoas. E sem a menor dó.

Ao nos mantermos em uma frequência vibracional baixa somos presas fáceis para esses seres.

Eles vão fazer de tudo para sugar nossa energia até estarmos completamente doentes e a hora que perdermos o corpo físico, eles ainda vão tentar sugar o que sobrou.

Obsessores – Como se proteger?

Até agora falamos sobre os tipos de obsessores e suas particularidades. Como não é minha intenção fazer segredo, já tem muita indicação no texto de como nos protegemos deles, mas agora vamos aprofundar essas ideias, ok?

Antes, quero que fique claro que a ideia de proteção que trago aqui, não são truques para ficarmos dentro de uma bolha inabalável. São escolhas profundas, com capacidade de transformar realmente nossa realidade.

Bater um papo

Quando falamos dos obsessores vingativos, sugeri três estratégias para lidarmos com eles, fazer projeção astral consciente, pedir ajuda de um intermediário, ou seja, um médium que possa se comunicar com o obsessor e o hábito de fazer o ho’oponopono.

Mas independente de fazermos ou não as opções anteriores, quero compartilhar algo muito simples, que todos podemos, e devemos fazer, que é chamar o encosto para bater um papo.

Sim, aqui mesmo na nossa dimensão, se a projeção astral ainda não for uma possibilidade.

Pois não importa que não estejamos vendo ele, ele, com certeza, estará nos vendo.

Então, escolhemos um momento em que estejamos sozinhos, para ninguém nos chamar de louco, sentamos e convidamos nosso obsessor para sentar junto.

Oferecemos uma água, um vinho, uns salgadinhos, afinal somos pessoas educadas, tratamos bem quem está na nossa casa.

Começamos a conversar, perguntamos porque ele está nos atacando. Damos a chance dele falar o que tem vontade, mesmo que não estejamos ouvindo.

Pedimos desculpas sinceras.

Sei que essas atitudes podem parecer estranhas, mas precisamos superar a ideia de que obsessores devem ser excomungados, expurgados, queimados no fogo do inferno. Eles são seres iguais a gente.

A maioria tem suas fraquezas e não entenderam como funciona o processo da Luz, são crianças espirituais como nós.

E não estou falando isso para colorir a realidade, nem porque sou santo, nada disso, também passo meus perrengues e erro muitas vezes, mas é justamente essa consciência que deve nos fazer ser um pouco mais empáticos e coerentes.

Com exceção dos obsessores profissionais, a maioria deles precisa de compreensão, pois estão presos aqui na Terra por falta de conhecimento e por medo.

Tiveram uma vida materialista, sem nenhuma instrução espiritual, quando desencarnaram, tomaram um choque de realidade, porque muitos acreditavam que tudo se acabaria com a morte.

Isso me lembra o Chico Xavier. Não estamos falando de espiritismo, nem de nenhuma religião aqui, mas o Chico Xavier era um exemplo nesse assunto.

Quem conviveu com ele conta que Chico dava palestras para um auditório “vazio”. Quando perguntavam para ele para quem ele estava dando palestra, ele respondia: “Uai, para essas pessoas que estão aí”.

Mas não é só o Chico Xavier que podia e devia fazer isso, todos nós que sabemos um pouco mais, que seja um pouquinho mesmo, temos a responsabilidade cósmica de passar adiante o que sabemos.

Por isso que práticas como o Evangelho no Lar, ler a Bíblia são importantes. Lembrem-se que tudo o que escutamos eles também escutam. Se estamos ouvindo coisas boas, aprendendo e expandindo, eles também estarão.

Sobre essa indicação de conversarmos com os encostos, tenho uma história pessoal para contar.

Um obsessor profissional me perseguiu por uns dois ou três anos. Ele era especialista em doença, tudo que era doença que existia na enciclopédia médica, ele ficava falando que eu tinha na minha cabeça.

Claro, hoje sei que era ele, na época eu achava que eram pensamentos meus.

Esse obsessor, ele era tão bom, mas tão bom no que fazia, que um dia eu disse para ele que ele merecia ser promovido, que ele não merecia ficar fazendo aquele trabalho na Terra. Ele devia ser gerente, diretor ou o que quer que fosse importante na hierarquia dele.

Quando falei isso, senti que houve uma comunicação. Uns dois dias depois, ele sumiu.

Acho que realmente foi reivindicar a promoção dele.

Muitas vezes os encostos precisam de uma informação muito simples para seguirem seus caminhos. Às vezes é suficiente um: “amigo, pede para ir para uma colônia espiritual, regenerar seu corpo energético. Você morreu, larga a bebida e vai cuidar de você”.

E, geralmente, quando fazemos esse trabalho, nos dispomos a doutrinar, a orientar, ensinar outros seres, passamos a estar ancorados com mestres.

E esse mestre que se aproxima, muitas vezes vai ajudar você.

Portanto, não fique esperando orientar alguém só quando for um ser iluminado, não. Na hierarquia espiritual, aquele que sabe um pouquinho mais, ensina aquele que sabe um pouco menos.

Além disso, os obsessores que não gostarem de ouvir o que você tem a dizer, acabarão indo embora. Os que gostarem vão ficar e aprender o que você tiver para ensinar.

Isso pode ser feito tanto em um momento que separamos na semana, quanto em uma conversa informal com algum amigo ou familiar sobre espiritualidade.

Auto Aperfeiçoamento

Quando falamos dos obsessores inocentes e dos obsessores escravos, vimos que frequentemente eles usam nossas próprias fraquezas contra nós.

Então, se ignoramos essas nossas características acreditando que “nascemos assim e vamos morrer assim”, que não podemos melhorar, estaremos sempre à mercê desses seres.

Lembrem-se, se sentimos ódio, eles usarão esse ódio contra nós, se temos um vício, abrimos um canal para eles.

Mas eles não terão poder, se não encontrarem nada para se conectar.

Essa não é uma tarefa simples. É um longo caminho de expansão da consciência e iluminação. Mas só de iniciá-lo conscientemente, mudamos nossa vibração, de vítimas da vida, para autores da própria jornada.

Quando ainda somos crianças espirituais, colocamos a culpa de tudo o que nos acontece nos outros, em algo externo a nós. Nunca é responsabilidade nossa.

Mas quando nos tornamos adultos espirituais, entendemos que tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa. Porque sabemos ser uma questão de frequência energética e uma questão de lidar com as consequências de nossos atos nessa e nas vidas anteriores.

Se estamos sofrendo ataque de obsessores é porque estamos na mesma frequência que eles, estamos nos colocando à disposição deles.

E ninguém nos obriga a estar em uma frequência baixa, escolhemos com nosso livre-arbítrio estar assim, provavelmente por falta de conhecimento e esclarecimento.

Inclusive a moda agora é dizer que a vida não anda por causa dos obsessores. Antigamente era o diabo o culpado pelas nossas falhas.

É o que disse, a pessoa que ainda é uma criança espiritual vai sempre encontrar um culpado externo a ela.

O adulto espiritual, se está sendo atacado, ele pensa: “Opa! Como está minha frequência? O que eu ando pensando, sentindo e fazendo?”

E a partir desse processo que envolve auto responsabilidade e autoconhecimento, decide mudar.

Deus não fica nos vigiando, nem vem um decreto dos céus para que deixemos de ser egoístas ou violentos, e sim, individual e pessoalmente temos que decidir mudar.

Se queremos ficar o resto da eternidade vibrando medo, raiva, vitimismo, podemos ficar. Só que vamos colher as consequências de estar nessa vibração.

Não é castigo divino, nem culpa de ninguém, é uma escolha nossa.

É por isso que considero os negativos úteis para a Luz, por mais contraditório que pareça, porque eles nos forçam a evoluir.

Eles cutucam tanto, incomodam tanto, trazem tanto sofrimento que não vemos muita alternativa do que sair de nossas frequências baixas, do que parar de ter atitudes negativas em relação ao próximo e à si próprio.

E para isso precisamos mudar. Mudar o pensamento, mudar o sentimento. Precisamos elevar nosso padrão de vibração.

Esse é o grande papel que eles possuem no universo. Obviamente que eles não concordam, mas são sim, paradoxalmente, instrumentos de Deus.

Porque através deles que entendemos como funciona o universo, através deles nos auto aperfeiçoamos.

E assim eles acabam sendo grandes agentes que impulsionam todos para a Luz.

Elevar a vibração

E aí entramos no ponto chave da questão, porque o único modo de realmente não estar ao alcance dos negativos, é mantendo a frequência vibracional alta.

Fazemos isso cultivando características como a amorosidade, o perdão, a empatia, a alegria e a paz.

Existem muitas técnicas para nos ajudar nessa desafiadora tarefa, como o Reiki, passes, cromoterapia e etc. Mas devemos ter em mente que todas elas são apenas ferramentas.

Podemos aprender e receber um milhão de técnicas, mas se não mudarmos nosso padrão de pensamentos e sentimentos, todas elas serão somente temporárias.

Por isso, digo e repito, qualquer técnica que não estiver aliada a uma mudança real de padrões mentais, de expansão da consciência, é enxugar gelo.

Porque os obsessores ficam esperando o momento em que vamos oscilar, em que a energia vai cair. Não é porque são negativos que são burros, na verdade, são muito inteligentes.

E quando a pessoa não oscila facilmente, eles chamam um obsessor ainda mais profissional, que vai usar de situações e pessoas externas para desestabilizá-la.

Eles usam familiares, amigos, qualquer pessoa que esteja por perto e em uma frequência que eles consigam alcançar para nos abalar.

Ajuda da Luz

Se por acaso passou pela sua cabeça que tudo isso é muito injusto, pare e pense um pouco na situação da maior parte de nossa sociedade.

É caos, vingança, violência, egoísmo, ódio, destruição.

Nós nos mantemos nessa frequência através de nossos pensamentos e sentimentos. Mas não queremos ser atacados.

Queremos escravizar, destruir, dominar, desejar muitas coisas negativas, mas não ter essas coisas negativas na própria vida.

Não queremos lidar com as consequências de nossos pensamentos, sentimentos e ações.

Quantos vivem pensando em medo e desgraça e se sentem surpresos e injustiçados quando vivem um reflexo disso?

Apesar de tudo isso, a Luz nos protege e muito. Os seres da Luz trabalham 24 horas por dia para nos proteger.

Mas tem uma questão, a Luz respeita nosso livre-arbítrio. Se não pedimos ajuda, eles não ajudam.

Para ilustrar essa questão, vou contar uma história que aconteceu comigo.

Em uma Semana Santa, eu e minha família fizemos muitos peixes para o almoço.

Eu reparei que havia uma indigente do outro lado da rua, então fiz prato para ela e fui entregá-lo me achando um ser elevadíssimo.

Quando entreguei o prato a ela, ela jogou o peixe na minha cara e disse “eu não quero isso de você!”

Ali, a vida me ensinou porque a Luz não ajuda quem não pede ajuda. Às vezes as pessoas não querem ser ajudadas e elas estão no direito delas.

Ainda assim, se recebemos um ataque muito pesado, que beira a injustiça, eles nos protegem, mas existe um limite do que eles podem fazer se nós não abrirmos espaço para eles em nossa vida.

Portanto, se você quer ajuda, peça.

Porém, algo fundamental de entendermos é que eles ajudam até certo ponto.

Receber ajuda da Luz não significa estar imune a tudo, pois voltamos a frase que citei no início desse texto e acredito que agora você a entenderá com mais profundidade.

“Árvore que não pega vento, não cria raiz.”

Se a pessoa se mantém em uma frequência baixa e os mentores estão sempre ajudando, protegendo, mas ela não entende seu papel de auto responsabilidade nessa situação, uma hora terá que receber ataque pesado, para quem sabe assim aprender que precisa elevar a frequência.

Infelizmente, é comum só aprendermos tomando porrada, pegando vento.

Ainda assim, isso pode demorar vidas, até que cheguemos à conclusão que não aguentamos mais esses ataques e nos perguntarmos o que podemos fazer para mudar.

Aí vem nosso mentor e nos inspira a elevar nossa frequência, a fazer tudo o que viemos conversando até agora.

Para concluir, digo que devemos entender que mesmo que alguém possua uma visão muito limitada em nossa opinião, nós também temos uma visão muito limitada de tudo.

Tudo que Ele criou é uma parte Dele. E a parte nunca poderá ter a visão do Todo.

Bibliografia recomendada:
Copyright do texto © 2021 Tibério Z

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ISBN nº 978-65-00-23711-5

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