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Se eu tivesse mais um ano de vida

Se eu tivesse apenas um ano de vida, quanto valeria o momento presente?

Nessa aula levantarei dois questionamentos mais profundos com a intenção de começarmos a clarear a percepção de nosso propósito.

Sei que muitos acharão um tanto mórbido porque precisarei falar sobre a morte.

A morte é a grande conselheira, talvez já tenham escutado essa frase.

Mas apesar de em certo nível admitirmos a morte como uma fonte de sabedoria, a sociedade como um todo evita olhá-la, finge que ela não existe e considera a morte um assunto terrível e mórbido.

Mas a morte é o único fato concreto que temos, absolutamente a única certeza de nossas vidas é que nascemos nesse planeta, teremos uma história aqui e iremos embora em algum momento. E o que isso tem a ver com propósito?

Aqui trago o primeiro questionamento: “Se eu tivesse apenas mais um ano de vida o que faria?” Escrevam essa pergunta em uma folha e respondam para si próprios.

Espiritualidade e Expansão da Consciência

Muitos perceberão que a resposta tomará uma dimensão totalmente diferente do que fazem hoje.

Porque a morte traz a ideia de finitude, de que as coisas acabarão e que esse teatro que vivemos no planeta Terra tem os dias contados para nós.

E o mais incrível é que não sabemos quanto tempo temos, se mais um dia, cinco meses, dez anos ou sessenta anos.

Começamos a nos dirigir para o nosso propósito quando temos profundamente enraizado essa noção de que o tempo no planeta Terra é finito e que perdê-lo com coisas que não são absolutamente necessárias e que fazem sentido para nós, é inútil.

E por isso, outro fenômeno comum quando nos perguntamos o que faríamos se tivéssemos apenas mais um ano de vida é percebermos que nossa resposta traz coisas que queríamos fazer há muito tempo.

Para percebermos o poder transformador que a consciência da morte nos traz basta lembrarmos dos inúmeros casos de pessoas que chegam em estados terminais, tem uma segunda chance e mudam completamente como levam a vida e suas prioridades.

Mas será que precisamos chegar à beira da morte para compreendermos que a vida aqui tem um fim? Que perder tempo com algo que não nos traz amor, não nos energiza, não contribui para um mundo melhor, é absolutamente inútil?

Imaginem que o Criador nos convidou para uma festa, essa festa é a vida. A festa está rolando, o DJ está tocando e todo mundo está dançando alegre. Mas nós estamos parados em um canto, reclamando de tudo e todos.

Então às 5 horas o DJ para de tocar e a festa acaba, as mesas são recolhidas e todo mundo vai embora. O que aproveitamos dessa festa?

Por isso aprendi que as decisões que tomo na vida são pensando no quê elas vão significar quando a festa acabar.

Compartilhando um pouco da minha vivência, desde novo fui considerado um jovem muito louco, porque sempre que chegava à conclusão que algo não significava nada para mim, simplesmente abandonava aquilo.

Foi assim que abandonei três empregos, sem voltar nem para pegar o dinheiro que tinha direito.

Se eu me sentia infeliz e insatisfeito, me perguntava o quê aquele emprego significaria no meu último suspiro de vida e se descobria que nada, saía andando e não voltava mais.

Porque é isso, se algo não vai significar nada no meu último suspiro de vida, então é nada.

Agora se significar, se vou olhar para trás e pensar que valeu a pena, então vale a pena continuar nesse caminho, é simples assim.

Porém, nosso cérebro cria uma ideia de que somos eternos no planeta Terra e toda sociedade acaba evitando esse tema da morte, não quer falar sobre a morte, não quer ver a morte, só que ela é o parâmetro da vida.

A morte dá profundeza para nossa vida e nossas ações, é o que nos diz: “Amigo, aproveita. Aproveita esse momento, não perca tempo com coisas desnecessárias para você.” E aqui o autoconhecimento é fundamental, porque o que é desnecessário para um pode ser necessário para outro.

Trazendo para o dia a dia, é se questionar: “O que estou fazendo nesse emprego? Por que estou fazendo essa atividade? Isso está me energizando? Está me trazendo amor? Me tornando uma pessoa melhor?”

Porque é inevitável chegar o dia em que a festa acabará e vamos precisar olhar para trás, para o que fazemos ou deixamos de fazer.

Imaginem a sensação de olhar para uma vida e pensarmos que passamos 30, 40, 50 anos fazendo algo que não queríamos.

Quando chegamos no plano astral e essa realidade nos atinge, pedimos para os mentores mais uma chance, queremos reencarnar para dessa vez realmente aproveitarmos a festa.

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Afinal, o maior presente do Criador é a vida, é a consciência, é podermos ter uma visão de mundo, ter o que amamos e gostamos de fazer.

E a riqueza da existência é que cada pessoa é um universo em particular. Essa é a grande riqueza do Criador.

Desse modo podemos ver a criatividade Dele, porque cada ser tem algo dentro de si que ama, que motiva e energiza.

Mas passamos a vida olhando para isso como um fardo, simplesmente porque estamos fazendo o que não gostamos, estamos onde não queremos estar e com quem não queremos estar.

Precisamos expandir nossas consciências para o fato que não temos nada a perder, afinal já perdemos tudo.

Já perdemos pois sabemos que chegará o dia em que inevitavelmente deixaremos tudo aqui, nada desse teatro irá conosco. Então já partimos de uma posição em que não temos nada.

Portanto não temos absolutamente nada a perder por assumir as nossas escolhas.

Mas quando tomei a decisão de abandonar três empregos, minha família e amigos acharam que estava louco, quando na verdade a consequência de ter abandonado esses empregos foi minha paz de espírito e a motivação de fazer o que gostava.

Eu não tinha dinheiro e por muito tempo vivi praticamente como um indigente.

Claro, eu era muito extremista, não estava nem aí para o dinheiro, afinal era muito forte em mim essa consciência de que eu iria embora daqui a qualquer momento e portanto precisava ser feliz no agora.

Com o tempo aprendi a ter mais equilíbrio, paguei o preço por ser tão extremista, mas essa noção contínua dentro de mim, sei que vou embora a qualquer segundo e isso não é algo terrível, é como as coisas são, só precisamos de sabedoria para compreendê-las e aceitá-las.

O universo não nos esconde a morte, ela está acontecendo a todo momento à nossa volta, sabemos que vamos perder esse corpo físico e não há nada de terrível nisso.

Simplesmente deslocaremos nossa consciência para outra dimensão, a festa no planeta Terra acaba, esses personagens e esse contexto acabam.

E quando acabar o que vamos lembrar dessa vida? Por isso que trouxe o exercício de nos perguntarmos o que faríamos se tivéssemos só mais um ano de vida.

E agora trago o segundo questionamento: “Se não sabemos quanto tempo nos resta vamos deixar para amanhã ou vamos fazer agora?”

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Lembrando que o amanhã não existe, ele é sempre uma hipótese. E isso não é cruel, é a realidade.

Temos que dançar de acordo com a música e não querer que a música mude por nós, não podemos exigir que as leis universais mudem porque não temos sabedoria para lidar com elas.

Além disso, encontrar nosso propósito não é uma questão de tempo, é uma questão de coragem, afinal, interiormente todo mundo sabe o que dá prazer, o que motiva, só precisamos de coragem para admitir.

E se não tivemos em 50 anos a coragem de assumir o que queremos fazer, o modo como queremos tocar nossa vida, não vai ser mais dez anos que farão a diferença, porque não é nos próximos dez anos que faremos algo, é hoje, é agora.

Copyright do texto © 2021 Tibério Z

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste artigo pode ser reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas.

ISBN nº 978-65-00-23711-5

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