tudo é energia
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Tudo é energia

Tudo é energia, tudo são átomos interagindo entre si e todos os átomos conjuntos de subpartículas e todas subpartículas são energia pura.

O conceito tudo é energia é a base da espiritualidade e, na verdade, de todas as terapias holísticas. Mas não só isso, esse conceito é a base de toda nossa vida. E o que ele diz? Que tudo o que existe é formado por energia, toda a matéria, o corpo físico, todas as partículas, são energia, por mais que a ideia de materialidade seja muito forte nesse momento.

Esse conceito é baseado em estudos da mecânica quântica e vou explicá-lo de maneira bem simplificada. Se tivéssemos um microscópio incrivelmente potente e o apontássemos para nosso braço, a primeira coisa que veríamos seriam as células. Aprofundando a capacidade dele, veríamos as moléculas e adentrando as moléculas, veríamos os átomos.

Seguindo adentrando os átomos, veríamos os quarks, depois dos quarks, veríamos as supercordas e adentrando as supercordas veríamos energia pura. Logo, no mais íntimo de tudo, há energia pura. Usei o exemplo de uma célula do braço, mas poderíamos ter apontado o microscópio para uma parede, para uma planta ou para uma molécula de oxigênio que o resultado seria igual.

A ideia de materialidade tem a ver com o estado de vibração em que a energia se encontra. Quanto mais lenta for a vibração dela, mais material ela nos parece, já quanto mais rápido ela estiver vibrando, menos material ela nos parece. E isso podemos perceber com um experimento simples.

Encha uma panela com água, coloque a mão dentro e sinta a materialidade da água envolvendo a sua mão. Então, em um segundo passo, ferva essa água. Agora passe a mão pelo vapor que está se formando e ele parecerá muito menos material que a água líquida embora seja exatamente a mesma substância.

Isso ocorre porque começamos a perder a noção de materialidade com a água no seu estado de vapor, pois as moléculas passaram a vibrar mais rápido por conta do calor que receberam do fogo. Quando vibram de maneira mais rápida, as moléculas se espaçam e quanto mais espaço ganham, menos material nos parecem.

Levem isso como um princípio de vida, absolutamente tudo que existe é composto de energia pura. O que é essa energia a mente humana ainda não é capaz de entender completamente. Sabemos que tudo que existe no mundo material é formado por átomos, que por sua vez são formados por elétrons, prótons e nêutrons, isso é o básico, certo?

Mas atualmente também sabemos que os prótons são formados por quarks, quark Up e quark Down. E esses quarks, Up e Down, são formados por supercordas que ao vibrarem criam a matéria. A mecânica quântica já concluiu que toda energia existente no universo advém de uma única fonte, o vácuo quântico.

Ele é uma única energia que se subdivide em infinitas outras e dá origem a tudo que existe em todas as dimensões. Podemos chamar o vácuo quântico de Deus ou de Criador, mas para isso precisamos largar nossos paradigmas ultrapassados e aceitar profundamente essa verdade.

Ainda há muita resistência sobre isso em nossa sociedade, mesmo que nos últimos anos tenhamos avançado e saído do átomo como unidade última da matéria para sabermos da existência do vácuo quântico. Minhas perguntas são o que vamos saber nos próximos cem anos e o que vamos fazer com esse conhecimento?

Inevitavelmente vamos ter que aceitar como sociedade que tudo é feito de energia e que o Criador é a fonte única dela. E como essa energia é multidimensional, não há sentido em separar o mundo em material e espiritual, os vivos e os mortos. Em algum momento teremos que dar esse grande passo na compreensão do universo.

Precisamos observar o universo realmente como ele é e não como queremos que ele seja para não ferir nossas ideias limitadas. Teremos que aceitar as dimensões, os seres dimensionais, que nosso corpo é formado por energia e que, portanto, não precisamos tratá-lo apenas como molécula, podemos tratá-lo como átomo.

Isso os antigos faziam com cristais, com acupuntura e outras técnicas há muito tempo e inclusive cada vez mais retomamos esse conhecimento com uma nova base de estudos e percepções. Agora a ciência ocidental precisa aceitar essa realidade para realmente avançarmos sem o peso dos paradigmas que não nos servem mais.

Curso de expansão da consciência

Tudo é energia – Tao

O Taoísmo surgiu no século II e incorporou alguns dos elementos religiosos mais antigos da China. Lembrando que na Índia, muito antes do Taoísmo, a realidade era explicada na filosofia Sankhya. Buda por exemplo, estudou com mestres Sankhya antes de se iluminar, percebam como a cultura indiana influenciou a cultura chinesa.

China e Índia fizeram uma enorme simbiose de conhecimentos muito antes da nossa filosofia ocidental pensar em existir. Antes do ocidente começar a pensar a realidade elas já possuíam um complexo sistema filosófico para explicar o todo. Da observação das leis da natureza, os mestres do taoismo concluíram que tudo possui uma identidade, que vem de uma única fonte, o Tao.

Tao é uma palavra chinesa que significa caminho, trilha, estrada. O poema a seguir é um escrito encontrado na importante obra Tao Te Ching, de Lao-Tsé (século VI a.C.) e que nos instiga a compreender essa energia fundamental.

“O Tao que pode ser dito não é o eterno Tao.

O nome que pode ser nomeado não é o nome eterno.

O inominável é o eternamente real,

Nomear é origem de todas as coisas particulares.

O Tao é a origem de tudo, Tao é o Criador, é a energia básica que está em tudo e em todos. Não existe essa divisão de eu, você, cadeira, mesa e planeta Terra, essa divisão foi criada pela mente racional que precisa dividir e catalogar para poder entender a realidade, mas a realidade não se divide, ela é uma única realidade, sem separações, sem nomes, sem definições.

Taoísmo – Sentir x Pensar

Podemos tentar compreender a realidade através do pensar ou podemos compreender a realidade através do sentir, pois muitas coisas podem ser compreendidas pelo pensamento, mas a maioria só compreendemos sentindo. O Tao é uma delas. O Tao não pode ser entendido com a mente racional, Ele só pode ser sentido.

A energia universal só pode ser sentida, ela não pode ser nomeada, porque os nomes nunca vão exemplificar o que realmente é essa totalidade. A partir do momento que nomeamos que toda energia é o Criador, já não é mais o Criador. Sim, a existência é um grande paradoxo.

Desde a Grécia, o pensamento ocidental eliminou o paradoxo, uma coisa é ou não é, e assim toda uma civilização foi construída com essa base de pensar. O Taoísmo nos convida a pensar de outra forma, que uma coisa pode ser e não ser ao mesmo tempo, que tudo é e não é.

Para compreendermos esse conceito devemos abandonar por alguns instantes nosso condicionamento mental atual, pois não compreenderemos o Taoísmo com a forma de pensar ocidental grega, se tentarmos compreender a filosofia taoista com nosso pensamento linear nada fará sentido.

O Tao não pode ser nomeado, o Tao não pode ser classificado, o Tao não pode nem ser estudado, o Tao só pode ser sentido, apenas podemos sentir o Tao. Sentimos o Tao na água que bebemos, em um abraço, sentimos o Tao em tudo que existe, porque a realidade é a manifestação do Tao nessa dimensão.

O que chamamos de iluminação espiritual é justamente esse estado de percepção em que sentimos o Tao em tudo. Quanto mais percebemos Tao, mais sentimos que não existe separação, que somos uma única energia e assim começamos a compreendê-lo.

Há uma lenda no hinduísmo que diz que o universo é um sonho de Shiva, que nesse momento ele está sonhando com tudo, com todos os seres e dimensões. É muito linda e poética essa visão, particularmente gosto muito de imaginar a existência como um sonho do Todo.

Shiva sonha e tudo é criado, em algum momento ele acorda e tudo se desfaz, a existência é a alternância entre Shiva acordado e Shiva dormindo. Nesse momento Shiva dorme e tudo existe, no momento seguinte Shiva acorda e tudo se desfaz.

Tudo começa (ou recomeça) no Wu Chi que se refere ao estado de não distinção, o estado anterior ao Yin e ao Yang, o estado do nada absoluto, mas das infinitas possibilidades. O que é esse nada? Impossível a mente humana compreender um estado de não existência, um estado de vazio que contém em si todas as possibilidades existentes.

Wu Chi é o estado da meditação que sempre tentamos chegar, no nada. Há uma frase budista que diz, “quando nós não somos é que nós passamos a ser, quando nós não temos é que nós passamos a ter”. Existia o Wu Chi e veio o Tai Chi, como uma explosão atômica, uma explosão cósmica que criou o Yin e o Yang.

Yin e Yang são opostos e complementares e a partir deles a realidade como conhecemos começa a existir. Do vazio surgiu essas duas energias, esses dois opostos de força que se chocam, se equilibram e criam a matéria. Isso inclusive nos remete à física, a matéria e a antimatéria, pois não existiria matéria sem a antimatéria e não existiria a antimatéria sem a matéria.

Taoísmo – Yin e Yang

O Yin e o Yang são pares opostos em tudo, o Yin tem a ver com estrutura e forma, o Yang com função e energia. O Yin é a noite, o frio, a terra, a lua, o devagar e a umidade. O Yang é o dia, o quente, o céu, o sol, o rápido e o seco. Percebam que sem o calor não existiria o frio, sem o dia não existiria a noite e vice-versa.

É preciso ter a alternância de forças para que a vida exista, é aquela velha história, sem a tristeza como saberíamos o que é a alegria? E o Taoísmo nos traz essa reflexão, esse ensinamento, de que em nossa vida isso também ocorre, essa alternância de Yin e Yang.

Se hoje vivemos um momento ruim, com certeza virá um momento bom e depois virá um momento ruim e depois virá um momento bom novamente. O Taoísmo fala para deixarmos esse fluxo de alternância nos levar pela existência, não julgar as situações, nem se apegar ao Yin ou ao Yang, simplesmente deixar a vida fluir.

Taoísmo – Soltar

Se não podemos controlar o movimento do Yin e Yang, se esse movimento é um fluxo natural do universo, a única atitude que podemos ter é soltar. Soltar significa não querer controlar o fluxo da vida, significa que independente do momento que estamos vivendo, qualquer situação, mudará para o seu lado oposto e isso é natural.

Esse movimento de Yin Yang é natural, um planeta é criado enquanto outro é destruído, um sol nasce enquanto outro se apaga, o fogo queima uma floresta e logo todas as árvores estão brotando. Essa alternância entre yin e yang é o que dá a vida, é esse movimento contínuo que possibilita que ela surja.

Não somos os atores principais dessa dança cósmica, somos os expectadores da existência. O Tao convida a todos a simplesmente observarem a sua criação, que inclui inclusive o próprio observador. Além de observarmos as infinitas criações do Tao, observamos a nós mesmo como consciências que observam.

Novamente afirmo, não entenderemos nada disso sem abandonar o paradigma ocidental de pensamento. Somos e não somos, somos nada e somos tudo, tudo é para ser levado a sério e nada é para ser levado a sério. O equilíbrio dessa percepção da realidade nos conduz ao caminho do Tao.

Esse é o modo de pensar Taoista, uma coisa não é preta ou branca, ela é preta e branca. Nada que nos acontece na vida é bom ou ruim, são as duas coisas ao mesmo tempo, tudo é Yin e Yang ao mesmo tempo. Somos criadores e ego, somos divinos e mundanos, somos luz e trevas.

Nota do Autor: Esse texto é uma pequena introdução ao Taoísmo, convido todos a estudarem profundamente essa filosofia, que no meu ponto de vista é libertadora, pois o paradigma do pensamento ocidental é uma ferramenta muito limitada para explicar o Todo.

Tudo é energia – Chi

Existem muitos nomes para o chi, como Ki, prana ou energia vital, mas já sabemos que o nome é indiferente, o importante é entendermos o que ele significa. O yin e o yang são formados de chi, então para a medicina chinesa e para os taoistas, chi é toda energia vital que está no universo em todas as dimensões.

Chi é a energia primordial do Criador, ela dá vida a tudo e sem chi nada existe. O yin e o yang são partículas de chi, são manifestações dele, como o tijolinho básico que constrói todas as coisas. Voltando um pouco aos átomos, o chi é a supercorda, a vibração primordial que forma tudo que existe.

Porém, o chi não é o Tao, mas por onde o Tao se manifesta, ele é a energia fundamental do Criador manifestada nos planos materiais. Novamente falo, ainda não podemos compreender totalmente o chi, pois nossa sociedade não possui os equipamentos e recursos para estudá-lo, só podemos ver e sentir seus efeitos.

Como é uma frequência energética, o chi vital pode ser acumulado através da vontade. Há na mecânica quântica um conceito que se relaciona com essa capacidade, ele diz que o observador colapsa a função de onda. Isso quer dizer que nós, como observadores, conseguimos através da nossa vontade influenciar a energia.

Por isso o chi pode ser canalizado, distribuído e armazenado. Um exemplo é o Reiki, durante uma aplicação, estamos, através da nossa vontade, canalizando o chi vital universal, direcionando-o pelos nossos canais energéticos e exteriorizando o chi através das nossas mãos.

Outro exemplo, são as práticas tradicionais chinesas como o Chi Kung e o Tai Chi Chuan, ambas feitas com a finalidade de canalizar e vitalizar o corpo através do movimento da energia vital. Como vimos, as duas formas fundamentais do chi são Yang Chi e Yin Chi, mas ele vibra e se manifesta de infinitas formas e cada tipo de vibração dá origem a um tipo de chi.

Alguns exemplos são o chi defensivo, que nos protege contra-ataques de agentes patogênicos, o chi mental, que produz os pensamentos e o chi espiritual, que nos abastece de informações multidimensionais. Podemos canalizar um tipo específico de chi de acordo com nossa intenção. Por exemplo, se queremos ter uma ideia nova, aquietamos os pensamentos, intencionamos o chi mental e vamos trazer através dos chakras a ideia de que precisamos.

O chi é uma frequência, como uma onda de rádio, então quando precisamos de uma ideia, intencionamos que o chi mental se conecte com outros chi mentais que existem no universo. Essa conexão cria um fluxo de energia que traz essa ideia para nossa mente racional.

O chi flui em nosso corpo por canais energéticos ou meridianos de energia, dessa forma, ele nos abastece com energia vital. Esses canais ou meridianos são muito estudados na acupuntura e são como uma rede energética, como fios de energia passando por nosso corpo.

Esses canais são sutis, pois vibram mais rápido que nosso corpo físico e por isso estão mais em nosso corpo etérico, embora todos os nossos corpos dimensionais estejam interligados entre si. Quando um canal está congestionado ou bloqueado, o chi para de fornecer energia vital para um apanhado de células ou órgão e a partir daí pode-se desenvolver um estado de desequilíbrio no corpo físico.

Bibliografia recomendada:
Copyright do texto © 2021 Tibério Z

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ISBN nº 978-65-00-23711-5

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